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Capacitação docente

Professores da UNILA participam de formação online acerca dos desafios e possibilidades da inteligência artificial no ensino superior.
publicado: 19/03/2026 17h00, última modificação: 19/03/2026 18h05

De 23 a 27 de fevereiro, docentes da UNILA participaram de uma formação online dedicada ao debate sobre o uso da inteligência artificial (IA) no ensino superior. Foram cinco encontros que contaram com momentos teóricos e práticos voltados à reflexão sobre os impactos da tecnologia na educação, especialmente no contexto universitário.

A formação foi organizada pela equipe da Assessoria Pedagógica da PROGRAD e conduzida pelo professor Mariano Pimentel (Unirio), que abordou diferentes perspectivas sobre a presença crescente da IA no cotidiano acadêmico. Durante o curso, foram discutidos aspectos como autoria, criatividade, ética, produção de conhecimento e desigualdade cognitiva, além dos possíveis avanços e riscos associados ao uso dessas tecnologias.

Debate crítico sobre a IA na educação

Ao longo da formação, os docentes da UNILA foram convidados a refletir sobre o chamado “contexto sociotécnico” da inteligência artificial, compreendendo a tecnologia como parte de uma transformação mais ampla da sociedade e da cultura digital. Nesse cenário, a educação também passa por mudanças significativas, exigindo novas formas de pensar o ensino, a aprendizagem e a produção acadêmica.

As discussões ressaltaram que a IA não deve ser vista apenas como ameaça ou solução, mas como uma tecnologia que demanda debate crítico e uso responsável dentro das universidades.

Autoria, ética e criatividade

Outro ponto central do curso foi a discussão sobre autoria acadêmica e processos de criação em tempos de IA generativa. Foram apresentados diferentes níveis de interação entre humanos e sistemas de inteligência artificial, que podem variar desde a produção totalmente humana até processos de criação híbrida, em que estudantes e pesquisadores utilizam a tecnologia como apoio na elaboração de ideias, textos e projetos.

Nesse contexto, foi destacado que o desafio das instituições de ensino não está apenas em detectar o uso da IA, mas em repensar as práticas pedagógicas, criando atividades que incentivem a autoria, a reflexão crítica e a produção intelectual dos estudantes.

Detectores e novos desafios

Durante as atividades práticas, também foram discutidas ferramentas de detecção de textos gerados por IA, bem como softwares capazes de “humanizar” textos produzidos por esses sistemas. A análise dessas ferramentas evidenciou limitações técnicas e reforçou a importância de um debate mais amplo sobre o papel da tecnologia na educação.

A formação destacou que, mais do que tentar impedir o uso da inteligência artificial, é fundamental orientar estudantes e professores para um uso ético e consciente, integrando essas ferramentas de maneira crítica aos processos de aprendizagem.

Reinvenção da docência

Entre as principais reflexões do curso está a necessidade de reinventar a docência em tempos de IA generativa. Isso envolve repensar atividades acadêmicas, métodos de avaliação e estratégias pedagógicas, buscando fortalecer a autonomia intelectual dos estudantes.

Ao final da formação, ficou evidente que a presença da inteligência artificial no ensino superior é um fenômeno irreversível. Diante disso, o papel da universidade passa a ser o de promover o debate qualificado e preparar docentes e estudantes para lidar criticamente com essas tecnologias.

Sobre o palestrante

Professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Mariano Pimentel é pesquisador da área de tecnologias digitais aplicadas à educação. Seus estudos abordam temas como cultura digital, inteligência artificial, colaboração online e inovação pedagógica. Entre suas publicações recentes está o livro “Inteligência Artificial e Educação”, disponível gratuitamente para acesso público.

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