Institucional
Minuto da ética

O mês de março é um momento de reflexão sobre as conquistas, os desafios e as contribuições das mulheres para o desenvolvimento da sociedade. Em diversas áreas do conhecimento, pesquisadoras têm dedicado suas trajetórias à produção científica e à busca por soluções que promovam a qualidade de vida e o bem-estar coletivo.
Na ciência brasileira, um exemplo inspirador é o trabalho de Tatiana Coelho de Sampaio, renomada bióloga e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que há décadas se dedica ao estudo da regeneração do sistema nervoso. Sua pesquisa sobre a polilaminina, uma forma organizada da proteína laminina, apresenta potencial para estimular a regeneração de neurônios e contribuir para o tratamento de lesões medulares. Estudos dessa natureza representam esperança para muitas pessoas que convivem com limitações causadas por danos neurológicos.
É nessa convergência entre conhecimento científico, compromisso social e responsabilidade ética que se insere o trabalho de Tatiana. Sua atuação, marcada pela dedicação à regeneração do sistema nervoso e pela busca de soluções que possam transformar vidas, reflete não apenas a excelência acadêmica, mas também o profundo respeito à dignidade humana - valor essencial tanto para a ciência quanto para a administração pública. Seu empenho em pesquisar, desenvolver e entregar resultados que beneficiem a coletividade traduz, em essência, o compromisso ético que orienta o serviço público e inspira a construção de políticas e práticas voltadas ao bem comum.
Nesse contexto, o Código de Ética do Poder Executivo Federal, instituído pelo Decreto nº 1.171/1994, lembra a todos que: “A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum". Esse princípio reforça que toda atuação profissional, especialmente quando vinculada ao interesse público, deve estar orientada pelo compromisso com a sociedade e pela promoção do bem coletivo. A ciência, assim como o serviço público, encontra sua verdadeira finalidade quando contribui para melhorar a vida das pessoas.
A trajetória de pesquisadoras como Tatiana também evidencia a importância de ampliar a presença feminina na produção científica. Durante muito tempo, mulheres enfrentaram e ainda enfrentam obstáculos para ocupar espaços na ciência e na pesquisa. Cada conquista alcançada representa não apenas um avanço individual, mas também um passo significativo rumo a uma sociedade mais equitativa.
Neste mês, é importante celebrar o Dia Internacional da Mulher e reconhecer todas as mulheres que, com inteligência, dedicação e responsabilidade ética, transformam conhecimento em esperança e trabalho em benefício da sociedade. Que essas trajetórias continuem inspirando novas gerações a cultivar valores como integridade, compromisso e respeito ao bem comum, contribuindo para a construção de um futuro mais justo, solidário e ético.
Texto distribuído pela Comissão de Ética Pública (CEP)
e adaptado e divulgado pela Comissão de Ética da UNILA.