Institucional
Evento sobre os feminismos latino-americanos
A UNILA recebe, no dia 21 de agosto, a escritora, artista e ativista feminista boliviana María Galindo para a atividade “Feminismo bastardo: rompendo paradigmas, metodologias e horizontes do feminismo em nosso continente”. Organizado pelo Projeto Empodera Mulheres e pelas Promotoras Legais Populares da Fronteira, o encontro será realizado no Auditório Lélia Gonzalez (Campus Integração), às 18h.
Cofundadora do coletivo feminista boliviano Mujeres Creando, Galindo é reconhecida por sua atuação política e artística e por uma produção que questiona o patriarcado, o colonialismo, o racismo e as formas institucionalizadas de poder. Entre suas obras estão “Ninguna mujer nace para puta”, “No se puede descolonizar sin despatriarcalizar”, “¡A despatriarcar!” e “Feminismo bastardo”.
Para Danielle Araújo, professora do curso de Antropologia – Diversidade Cultural Latino-Americana da UNILA, a presença de Galindo possibilita ampliar o debate sobre os feminismos produzidos a partir da América Latina. “María Galindo nos provoca a pensar de onde estamos falando quando falamos de feminismo. Ela desloca os lugares tradicionais de produção do conhecimento e nos convida a reconhecer as experiências das mulheres, das margens e dos territórios como espaços legítimos de produção política e teórica, sem essencialismos. O trabalho de Galindo nasce e se constrói na experiência cotidiana das mulheres, e isso faz muita diferença”.
A atividade também dialoga diretamente com a proposta do Empodera Mulheres e das Promotoras Legais Populares da Fronteira, ao aproximar universidade, movimentos sociais e experiências de organização das mulheres. “Trazer Galindo para a UNILA é também reafirmar que os feminismos latino-americanos precisam ser pensados a partir de nossas experiências, nossas fronteiras e nossas próprias formas de resistência”, destaca Danielle.
O evento propõe, assim, uma reflexão sobre os caminhos dos feminismos no continente e sobre a necessidade de romper paradigmas para imaginar outras metodologias, outras vozes e outros horizontes de transformação social. A atividade é aberta à comunidade acadêmica e à comunidade da Tríplice Fronteira. Para participar, inscreva-se via formulário eletrônico.