
O Instituto Mercosul de Estudos Avançados (IMEA) celebra a presença de mestras e mestres dos saberes tradicionais e populares da América Latina e do Caribe na UNILA, reconhecendo que a sabedoria ancestral, quando colocada em diálogo com a ciência, abre novas trilhas para o saber e o fazer acadêmico, em benefício de uma sociedade mais plural, justa e solidária.
Essa iniciativa está amparada em marcos legais, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Plano Nacional de Cultura e a Resolução CONSUN nº 15/2025, que regulamenta a concessão do Notório Saber no âmbito da UNILA. Trata-se de uma política institucional que promove a integração entre o conhecimento acadêmico e os saberes cultivados e transmitidos pelas comunidades, fortalecendo a interculturalidade, a justiça cognitiva e os processos de decolonização das práticas acadêmicas.
No âmbito do IMEA, o programa articula mestras e mestres de diversas tradições — indígenas, afro-latino-americanas, quilombolas, de comunidades de terreiro, campesinas, ribeirinhas, entre outras — com pesquisadoras, pesquisadores, docentes e estudantes, em atividades de ensino, pesquisa e extensão. Esse diálogo interepistêmico enriquece as práticas universitárias, amplia perspectivas e contribui para a construção de uma ciência socialmente referenciada, sensível às demandas e potencialidades dos territórios latino-americanos e caribenhos.
A presença das mestras e dos mestres de saberes tradicionais e populares na UNILA reafirma a missão institucional de promover a integração solidária entre povos, culturas e nações. Por meio de aulas, oficinas, conferências, projetos de pesquisa e ações comunitárias, essas mestras e esses mestres compartilham conhecimentos e experiências que ampliam horizontes, inspiram novas metodologias e fomentam formas inovadoras de pensar e agir.
Ao reconhecer as suas contribuições e promover a sua integração, a UNILA e o IMEA consolidam um espaço acadêmico plural, criativo e socialmente transformador, no qual a excelência do conhecimento emerge da confluência entre os conhecimentos euro ocidentais e os conhecimentos de povos e comunidades tradicionais da América Latina e do Caribe; entre universidade e comunidade.
Ciência e saberes tradicionais e populares no IMEA

Mesa "Diálogos de saberes nas Universidades"
Delia Takua Yju Martines Rocha, pedagoga e diretora auxiliar no Colégio Estadual Indígena Teko Nemoingo, em São Miguel do Iguaçu, Paraná, Brasil; Claudia Lopez e Suzana Primo do Santos, pesquisadoras do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, Brasil.

Mesa “Agroecologia e Movimentos Campesinos"
Marcela de Los Angeles Abregu, do Movimento Camponês de Santiago del Estero (MOCASE- Argentina) e Marianela Isa Massa, da Universidade Campesina - Sistema Universitário Rural Indígena (UNICAM-SURI), localizada em Villa Ojo de Água, ao Sul da província de Santiago del Estero.

Mesa "Complexidade e Espiritualidade"
Mãe Amanda Trinidad Villalba Vieira, de Ile Asé Iga Odé e Osun Opará, e Mãe Edna de Baru, de Ile Asé Baru, Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, como representantes da cultura de terreiro.
