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Las Unileras - Dia da Mulher 2020

publicado 11/03/2020 12h14, última modificação 11/03/2020 12h14
Conheça a campanha "Las Unileras - Mulheres reais na Universidade"

Marizete Schmidt

Marizete Schmidt é auxiliar de serviços há sete anos na UNILA. Ela também é mãe de Ana Paula, aluna do último ano do curso de Letras - Espanhol e Português como Línguas Estrangeiras. “Gosto muito das pessoas, das amizades que fiz aqui. Dou bastante atenção aos alunos porque sei que muitos estão longe da família. Como mãe, penso muito nisso, pois minha filha também estuda na UNILA. Por isso, busco dar esse apoio aos estudantes. Tenho muito orgulho de trabalhar numa universidade e, de alguma forma, colaborar com a educação pública”. 

 

Alessandra Mawu Defendi Oliveira

Aluna do terceiro semestre do curso de Antropologia - Diversidade Cultural Latino-Americana, Alessandra Mawu Defendi Oliveira transformou a oportunidade de ingressar no ensino superior em um compromisso: o de ressignificar a presença da mulher transexual na Universidade. “A maioria das mulheres trans não sabe ler e escrever, o que limita o acesso ao ensino formal e as possibilidades de trabalho. Isso é algo emblemático que me faz refletir como eu, estando na Universidade, consigo ajudar essas mulheres. Acho importante que as pessoas me vejam no ônibus a caminho da UNILA, me vejam circulando pelo campus ou pegando livros na biblioteca, para que saibam que a mulher trans pode estudar, pode ocupar esses espaços”. 

 

Carmen Gamarra 

Primeira docente do curso de Saúde Coletiva da UNILA, Carmen Gamarra diz sentir seu trabalho reconhecido na Universidade por colegas e estudantes. Contudo, ela reconhece as dificuldades que as mulheres enfrentam na vida acadêmica. “La docente trabaja duro en la universidad y, todavía, tiene que pensar en las tareas domésticas. Veo que los hombres ocupan su tiempo libre para actualizarse con artículos y nuevas investigaciones. Por otro lado, las mujeres terminan ocupando su tiempo libre en actividades domésticas. Incluso con una sociedad que lucha por la igualdad, es muy difícil para las mujeres deshacerse de estos trabajos”.

 

Deocilda Procópio Bello

Deocilda Procópio Bello trabalha como vigia na UNILA - Jardim Universitário desde o início deste ano. Para ela, o tratamento dispensado a homens e mulheres que atuam na área da segurança ainda não é o mesmo. “Já evoluímos bastante, pois antes não existia mulher nesse tipo de serviço. Mas ainda há muito machismo. Na UNILA é muito tranquilo, mas em outros lugares - como em eventos, por exemplo - percebo que não existe o mesmo respeito com homens e mulheres. Porém, penso que, agindo com respeito e educação, é possível ‘quebrar’ quem tenta se impor fisicamente. Acredito que estamos no caminho para que, no futuro, seja natural as mulheres trabalharem em qualquer tipo de profissão”.

 

Clarissa Buss

Clarissa Buss é arquiteta e urbanista da Secretaria de Implantação do Campus (SECIC) da UNILA há mais de cinco anos e se sente privilegiada por trabalhar com o que realmente gosta. “A construção civil é um setor que ainda é, majoritariamente, formado por homens e que, ainda hoje, apresenta preconceito e resistência para a inserção de mulheres em todos os campos de atuação. Contudo, nos últimos anos, o interesse das mulheres pelo setor vem aumentando, e elas estão ingressando mais nos cursos superiores e técnicos da área. Acredito que esse crescimento é, também, reflexo de uma sociedade que não aceita mais imposições machistas no cotidiano, tampouco na prática profissional”.

 

Zavel Ambrosio Quispe

Aluna peruana de Saúde Coletiva, Zavel Ambrosio Quispe é deficiente auditiva e diz que o suporte que recebe de professores, colegas e servidores técnicos da UNILA é fundamental para enfrentar os desafios diários. “Yo acepté la decisión de cambiar mi vida, mi visión, mis pensamientos, a pesar de la preocupación de mis padres. Aún tengo dificultades para aprender el portugués y para adaptarme aquí en Foz. Aunque eso me está tomando mucho tiempo, sé que puedo. Mi mayor desafío como mujer y alumna de la UNILA es no rendirme y espero, en el futuro, como profesional, poder contribuir para mejorar la sociedad con esa visión”.

 

Júlia Alves 

Nascida na periferia de São Paulo, a professora Júlia Alves, de Espanhol, é a primeira pessoa de sua família a completar o ensino superior. Como mulher, Júlia sente falta de ver mais mulheres nos espaços de decisão dentro e fora da Universidade. “A Universidade não é diferente de outros espaços da sociedade em que nós, mulheres, temos que estar constantemente em movimento de luta por igualdade de direitos. A ocupação de espaços de liderança é fundamental para que, por exemplo, se mude a relação com as professoras, as técnicas e as discentes que são mães e que, muitas vezes, não têm suas vivências levadas em consideração no desenvolvimento do trabalho e das atividades acadêmicas. Somente mulheres conseguem compreender situações específicas de outras mulheres”. 

 

Roseane de Souza

Roseane de Souza é assistente social na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE). Mãe de Maria Vitória (12) e de Alice (10), ela enfrenta diariamente o dilema de conciliar a rotina de servidora pública com as responsabilidades da maternidade e a necessidade de ter um tempo para si. “Ninguém tem que dizer para uma trabalhadora mãe trabalhar mais. Já nos cobramos o tempo todo em sermos boas trabalhadoras e, ao mesmo tempo, boas mães. Essa é uma relação perversa imposta às mulheres pela sociedade patriarcal”. 

 

 

Leia a reportagem completa.

 

Playlist: Mulheres na Ciência

Confira uma seleção de vídeos com mulheres pesquisadoras comentando seus temas de estudos: