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Projeto de Formação Docente na Fronteira recebe reconhecimento internacional

Prática Inovadora

Organização dos Estados Ibero-americanos considera o programa uma das 30 propostas mais inovadoras em educação na América Latina e no Caribe
publicado: 21/09/2018 13h16, última modificação: 18/01/2019 16h50
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Professoras reunidas em sala de aula

Professoras reunidas em sala de aula

Desde 2016, a UNILA desenvolve um programa de formação permanente sobre educação na fronteira, voltado a docentes da rede municipal de educação de Foz do Iguaçu. Agora, o projeto “Formação Docente: Pedagogia de Fronteira”, cadastrado como ação de extensão e projeto de pesquisa, foi selecionado como uma das 30 propostas mais inovadoras em educação na América Latina e no Caribe, pelo Programa Regional para el Desarrollo de la Profesión Docente, da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

Com esse reconhecimento, anunciado no início do mês de setembro, um dos membros do programa poderá participar de uma oficina organizada pela OEI, no mês de outubro, na Colômbia, para intercâmbio de práticas inovadoras. A iniciativa também fará parte de um repositório de experiências com potencial para serem replicadas em outros países latino-americanos. “Ser selecionado pela OEI significa um reconhecimento do papel da UNILA para repensar e transformar a educação na fronteira. A fronteira é um território com características muito particulares. Essas características impactam, também, na realidade escolar e precisam ser refletidas pelos profissionais da educação e pelas instituições de ensino”, salienta a coordenadora do projeto, professora Jorgelina Tallei.

Interculturalidade na sala de aula

Professoras sentadas em círculo em uma sala de aulaA iniciativa nasceu a partir de uma demanda das próprias docentes municipais, que perceberam a necessidade de buscar capacitação para trabalhar com a diversidade cultural e linguística encontrada nas salas de aula das escolas municipais de Foz do Iguaçu. Conforme um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Educação (SMED), em 2017 eram 372 crianças estrangeiras matriculadas nas escolas municipais.

A formação - que é realizada com a SMED, IFPR de Foz do Iguaçu e Unioeste - teve início em 2017 e já capacitou mais de 150 professoras municipais de todas as 51 escolas de Foz do Iguaçu. “Nos encontros, discutimos assuntos como ensino intercultural, identidade e cultura regional, temas que são essenciais para se pensar a educação na fronteira, mas que são pouco abordados nos cursos tradicionais de pedagogia. O foco dos debates é o reconhecimento do docente como sujeito transformador de seu território e, para isso, é essencial que se tenha consciência de qual é o território em que a escola está inserida”, pontua Jorgelina.

Implantação do Espanhol

Mapas e barquinhos de papelDurante os encontros de formação, pesquisadores e professoras municipais também estão trabalhando no novo currículo e no material didático para o ensino de Espanhol, que será obrigatório nas escolas municipais a partir de 2019. Segundo o secretário Municipal de Educação, Fernando Ferreira de Souza Lima, a proposta é apresentar um método alternativo de aprendizagem do idioma por meio do intercâmbio e da valorização cultural. “O diferencial é a apresentação, de maneira intercultural, de elementos de origem hispânica, usando o idioma como suporte auxiliar para a apropriação do conhecimento. Dessa forma, os alunos são apresentados à cultura latina, e assimilam o idioma de maneira indireta e natural”, salienta.

De maneira paralela à inserção do espanhol nas escolas, os integrantes do projeto também estão trabalhando em ações específicas voltadas para os alunos não brasileiros. Entre elas, está um Protocolo de Recepção para famílias estrangeiras e o início de aulas de Português como Língua Adicional para crianças, ministrada por acadêmicos do curso de Letras – Espanhol e Português como Línguas Estrangeiras, da UNILA.

Clique aqui e conheça mais sobre o projeto