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PDI está disponível para consulta e apresentação de emendas

Prazo vai até 20 de novembro; depois disso, o Plano de Desenvolvimento Institucional será submetido à aprovação do CONSUN
publicado: 05/11/2018 00h00, última modificação: 12/01/2019 00h19
Jamur Johnas Marchi, pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças

Jamur Johnas Marchi, pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças

A versão final do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) para o período de 2019 a 2023 está aberta para consulta pública e apresentação de sugestões até o dia 20 de novembro. O documento está disponível na página do Departamento de Órgãos Colegiados (DEOC). Encerrado esse prazo, o PDI será encaminhado para aprovação do Conselho Universitário (CONSUN).

As sugestões de emendas devem ser feitas no formulário “modelo para emendas”, que também está disponível na página do DEOC, e enviadas aos conselheiros representantes de cada categoria, que farão o encaminhamento para os membros da Comissão Relatora no CONSUN.

O PDI contempla 32 objetivos estratégicos para o período de 2019 a 2023, voltados para o enfrentamento dos problemas da Instituição, principalmente os relacionados a sua institucionalização e infraestrutura.

Pessoas desenham em um papel imagem que simboliza a América Latina e a UNILAO plano é resultado de um processo que teve início em novembro do ano passado, com a nomeação da comissão que conduziu os trabalhos sob a coordenação da Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (PROPLAN). A abertura oficial foi realizada em março deste ano. Os temas foram amplamente debatidos pela comunidade acadêmica por meio de consultas públicas sobre as questões propostas. Essa participação pode ser medida em números: foram apontadas 308 ideias/problemas, que receberam 1.919 curtidas (a plataforma adotada assemelha-se às mídias sociais) e 394 comentários, que foram analisados por 23 grupos focais, com presença de 225 pessoas.

Jamur Johnas Marchi, pró-reitor de Planejamento, Orçamento e FinançasO pró-reitor de Planejamento, Jamur Johnas Marchi, salienta que a escolha de uma plataforma semelhante às mídias sociais teve por objetivo estimular a participação. “As pessoas podem dizer que o plano foi montado com base em curtidas, como se fosse algo sem significado. Hoje, em qualquer rede social, o 'curtir' tem sentido de apoiar, de emitir uma posição”, comenta. “De maneira isonômica, todos puderam contribuir e incluir comentários sobre as ideias e problemas relatados.”

Para ele, o PDI pode ser classificado como “estruturante”. “Muitos dos objetivos estratégicos estão ligados tanto à questão concreta da nossa infraestrutura como à ausência de algumas políticas que uma universidade precisa ter para estar bem estruturada, bem assentada. Os objetivos vão nesse caminho”, avalia.

Objetivos

Os objetivos estratégicos estão divididos em sete temas (ensino, pesquisa, extensão, gestão administrativa, política de pessoal, assistência estudantil e responsabilidade social e comunicação) e foram estabelecidos por grupos focais a partir da consulta pública. “Os objetivos estratégicos são frutos da análise das curtidas, comentários, ideias. Os grupos focais foram formados por pessoas que trabalham na área, técnicos, professores, interessados. Não demos um tratamento racional. Todos os objetivos e diretrizes são resultado de consenso do grupo. Não houve divisão”, conta Jamur.

“Tratamos como um problema social complexo e, por isso mesmo, não tem uma solução única, tem múltiplas soluções”, explica o pró-reitor, lembrando que recebeu questionamentos sobre o motivo de a palavra "evasão", por exemplo, não estar presente no documento. “Como estruturamos o problema em relações de causa e efeito, a evasão foi percebida como um efeito, uma consequência, com várias causas. Então, os objetivos são para sanar os problemas e as causas”, diz. Com o cumprimento de diferentes objetivos, completa Jamur, os problemas apontados tendem a ser reduzidos ou extintos.

A participação da comunidade e, especialmente, das áreas envolvidas em cada um dos temas do PDI contribuiu para “melhorar a própria percepção das pessoas sobre o quanto a sua contribuição afeta a Universidade”, aposta Guilherme Eduardo de Souza, ligado ao Departamento de Planejamento Estratégico da PROPLAN e que trabalhou no processo desde o início. “Com os objetivos criados dessa forma, as áreas disseram quais são as necessidades, as metas, como querem ser monitoradas; puderam escolher os indicadores que para elas fazem sentido. Essa visão cria uma cultura diferente. A pessoa se vê como ator. Essa é a grande contribuição que espero que de fato aconteça”, avalia.

Duas grandes novidades no documento, aponta Jamur, são os apêndices com a matriz de responsabilidade e matriz de indicadores. Essas matrizes vão estimular, segundo ele, a associação de diferentes áreas na definição de planos de ação que busquem a solução de um mesmo problema. “Há objetivo estratégico que tem duas ou três unidades responsáveis, que, necessariamente, terão de se reunir para definir suas ações.” A gestão do PDI ficará a cargo da PROPLAN, que já está programando uma capacitação em planejamento estratégico para todas as unidades já no início de 2019. “O PDI tem de ser um documento dinâmico. Entra em execução, mas precisa de acompanhamento, de revisão. Num dado momento, pode deixar de fazer sentido. Outros objetivos podem surgir. Precisa ter essa dinâmica para se fazer mais presente como instrumento de gestão”, comenta Jamur. “O documento avança muito em relação ao anterior, não porque era ruim, nosso momento permitiu. As pessoas se envolveram, nossa maturidade é outra”, completa Guilherme.

 

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