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Especialização em Direitos Humanos na América Latina

publicado 08/12/2017 12h06, última modificação 29/06/2021 10h46
Apresentação

O curso de especialização em Direitos Humanos na América Latina nasce do diálogo entre os professores da UNILA e da Unioeste, e a Pró-Reitoria de Extensão e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

A UNILA, no âmbito de sua missão no campo da educação pública e a serviço da sociedade, ao propor o curso de Especialização em Direitos Humanos na América Latina, soma força às diversas iniciativas já existentes no Brasil e em outros países da América Latina, para a consolidação dos Direitos Humanos, não apenas como tema de estudo, mas como um campo essencial para a manutenção da democracia e a garantia de direitos, principalmente à educação pública e de qualidade. Assim, os proponentes se comprometem com a gratuidade e a qualidade do curso e com o acesso público. A proposta do curso na modalidade de especialização abre a possibilidade de que lideranças da sociedade civil, representantes de organizações e de movimentos sociais, devido ao histórico do acesso precário à educação superior, possam ter acesso ao curso.

A defesa dos Direitos Humanos é elemento imprescindível para a consolidação das democracias latino-americanas, diante da história recente de violação praticada pelos Estados em contexto de regimes ditatoriais. Em países do Cone Sul, como Argentina, Paraguai, Brasil e Chile, proliferam-se narrativas de práticas do exílio político, da tortura, do cárcere sem acusação formal, de mortes e desaparecimentos forçados como estratégias de um projeto de dominação política.

Nesse sentido, pode-se afirmar que, no contexto latino-americano, a proposta de cursos com a temática dos Direitos Humanos contribui para a consolidação de um dos pilares da democracia. Além disso, esta especialização contribui para a manutenção da memória política da violação de direitos, necessária para a identificação da responsabilidade dos Estados na produção dessa história e também necessária para que os governos se engajem nos esforços para que essa história não se repita. A defesa dos Direitos Humanos configura-se como um itinerário que deve ser percorrido por toda a sociedade, no sentido da construção de uma realidade social de participação política e da garantia de direitos sociais, econômicos, culturais e políticos.