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Especialização em Direitos Humanos na América Latina

publicado 08/12/2017 13h06, última modificação 11/01/2019 23h59
O curso de Especialização em Direitos Humanos na América Latina nasce do diálogo entre os professores da Universidade Latino Americana, da Universidade do Oeste do Paraná, a Pró- Reitoria de Extensão e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

 

A UNILA, no âmbito de sua missão no campo da educação pública e a serviço da sociedade, ao propor o Curso de Especialização em Direitos Humanos na América Latina, soma força as diversas iniciativas já existentes no Brasil e em diversos países da América Latina para a consolidação dos Direitos Humanos, não apenas como tema de estudo, mas como um campo essencial à manutenção da democracia e a garantida de direitos, principalmente à educação pública e de qualidade. Assim os proponentes se comprometem com a gratuidade e a qualidade do curso e como o acesso público. Ao propor o curso na modalidade de especialização, abre-se a possibilidade de lideranças da sociedade civil, representantes de organizações e de movimentos sociais, devido ao histórico do acesso precário à educação superior, possam ter acesso ao curso.

A defesa dos Direitos Humanos é elemento imprescindível à consolidação das democracias latinoamericanas, em face a história recente de violação praticada pelo Estados em contexto dos regimes ditatoriais. Em países do Cone Sul como Argentina, Paraguai, Brasil, Chile, entre outros, proliferam-se as narrativas de práticas do exílio político, a tortura, o cárcere sem acusação formal, mortes e desaparecimentos forçados como estratégias do um projeto de dominação política.

Neste sentido, pode-se afirmar que, no contexto latino-americano, a proposta de cursos em Direitos Humanos como o proposto pelos professores contribuem para a consolidação de um dos pilares centrais das democracias latino-americanas. Outra importância do curso aqui proposto é a contribuição a manutenção da memória política da violação de direitos, necessária a identificação da responsabilidade dos Estados na produção dessa história, assim como a necessidade de que os governos se engajem nos esforços para que esta história não se repita. A defesa dos Direitos Humanos configura-se como um itinerário que deve ser percorrido por toda a sociedade no sentido da construção de uma realidade social de participação política e da garantia de direitos sociais, econômicos, culturais e políticos.