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Nota de esclarecimento

Reitoria e Secretaria de Ações Afirmativas e Equidade vêm a público esclarecer os fatos recentes envolvendo a intervenção realizada na ação “Banco Vermelho”, implementada na Unidade Jardim Universitário, em março deste ano.
publicado: 20/05/2026 18h28, última modificação: 20/05/2026 18h28

A Reitoria e a Secretaria de Ações Afirmativas e Equidade (SECAFE) informam que não demandaram a cobertura do banco e que, ao tomarem conhecimento sobre a intervenção política no local, solicitaram imediatamente à Prefeitura Universitária da UNILA (PRU), área responsável pela segurança e manutenção predial, a interrupção de toda e qualquer ação de restauração do banco. A gestão institucional compreende que a manifestação deve ser mantida, por tratar-se de uma reivindicação legítima e que representa o anseio da comunidade acadêmica e da sociedade: o fim da violência contra as mulheres.

As atividades de zeladoria foram suspensas de imediato pela equipe de manutenção. O episódio reforçou a necessidade de alinhamento prévio entre os setores envolvidos para analisar, conjuntamente, os protocolos de gestão dos espaços da instituição. A UNILA reitera que as manifestações políticas e a pluralidade cultural são inerentes ao ambiente acadêmico, tornando a participação dos(as) estudantes nos espaços institucionais e a abertura ao diálogo de fundamental importância.

A campanha do Banco Vermelho é uma iniciativa mundial de protesto contra o feminicídio e conta com o apoio de uma rede de universidades públicas brasileiras, da qual a UNILA faz parte. Esses bancos funcionam como símbolos urbanos de grande visibilidade, auxiliando na difusão de canais de denúncia e na conscientização coletiva.

Reforçamos que a promoção de um ambiente seguro e livre de agressões é prioridade desta gestão. Nos últimos anos, a Universidade estruturou o Departamento de Equidade de Gênero e Diversidade (DEGED/SECAFE), aprovou o Plano Setorial de Prevenção e Combate ao Assédio e à Discriminação, e tem atuado de forma articulada com o Ministério das Mulheres, o Ministério da Educação e a rede de proteção municipal para fortalecer as políticas de combate à violência de gênero.

Dados atuais apontam que os casos de violência registrados na UNILA foram devidamente encaminhados aos órgãos competentes. Nos episódios em que os agressores pertencem à comunidade acadêmica, o processo é conduzido sob sigilo por instâncias autônomas e com normas e ritos próprios, como Ouvidoria, Corregedoria, Comissão de Ética e Comissão Permanente Disciplinar Discente (CPDD).

Cientes de que a Universidade reflete os desafios de uma sociedade ainda marcada pela violência de gênero, violência esta que tem escalado de forma brutal, reafirmamos nosso compromisso com ações preventivas, formativas e de acolhimento. Nos próximos dias, as áreas responsáveis organizarão uma roda de conversa e publicarão um material informativo sobre os meios de denúncia, fluxos de apuração e penalidades vigentes nas normas institucionais.

Reitoria da UNILA
Secretaria de Ações Afirmativas e Equidade (SECAFE)