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Ensino

UNILA vai desenvolver programa interprofissional de saúde em parceria com o Município

Atividades serão desenvolvidas no SUS, no município de Foz do Iguaçu, com duração de dois anos
publicado: 03/12/2018 15h53, última modificação: 12/01/2019 00h19

O Ministério da Saúde aprovou a proposta da UNILA para o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) Interprofissionalidade. As atividades serão desenvolvidas no Sistema Único de Saúde (SUS), no município de Foz do Iguaçu, e terão duração de dois anos, podendo ser prorrogadas. As inscrições para estudantes interessados em participar do projeto, como bolsistas ou voluntários, terminam neste dia 4.

Dos 188 projetos inscritos no Ministério da Saúde, 105 foram selecionados. É obrigatória a participação de, no mínimo, três cursos da instituição. Na UNILA, o PET-Saúde Interprofissionalidade está composto por estudantes dos cursos de Medicina, Saúde Coletiva e Serviço Social, que estarão sob tutoria de docentes da Universidade. O programa será desenvolvido em parceria com a Secretaria de Saúde, que vai apontar preceptores para acompanhar os estudantes nas atividades rotineiras.

Os principais objetivos do Programa são mudanças curriculares, alinhadas aos princípios da interprofissionalidade, interdisciplinaridade e intersetorialidade; além da integração ensino-serviço-comunidade, que busca maior qualificação, educação interprofissional e práticas colaborativas em saúde.

O programa reservou 40 vagas para estudantes – 30 bolsistas e 10 voluntários – dos cursos de Medicina, Saúde Coletiva e Serviço Social para atuarem na comunidade. Quem tiver interesse em participar pode acessar o edital PROGRAD 182/2018.

O professor do curso de Medicina e coordenador do PET-Saúde na UNILA, Thiago Luis de Andrade Barbosa, explica que os estudantes irão desenvolver atividades de educação em saúde, visitas domiciliares, diagnósticos de saúde na comunidade, planejamento de ações de mudanças curriculares, entre outras. Essas ações serão realizadas em conjunto com os grupos tutoriais. “As atividades práticas nas Unidades Básicas de Saúde e na comunidade serão desenvolvidas com a temática de Saúde Ambiental como ponto de partida, sendo que outras ações temáticas poderão ser trabalhadas de acordo com a realidade da comunidade assistida”, explica. As unidades de saúde onde serão realizados os atendimentos ainda serão definidas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Formação

De acordo com o professor, o PET propicia a educação pelo trabalho. “É uma proposta que favorece mudanças na formação em saúde, por meio da interdisciplinaridade e da integração ensino-serviço-comunidade, desenvolvidas na rede de atenção à saúde”, destaca. Para ele, o programa fomenta a formação de grupos de aprendizagem tutorial em áreas estratégicas para o SUS. “Trata-se de um instrumento para qualificação em serviço dos profissionais de saúde, bem como de iniciação ao trabalho e vivências dirigidas aos estudantes das graduações em saúde, de acordo com as necessidades do Sistema de Saúde.”

A proposta do PET-Saúde Interprofissionalidade diferencia-se dos demais programas na área da saúde, salienta Thiago. “Os cursos de Medicina, Saúde Coletiva e Serviço Social, apesar de serem cursos reconhecidos como da área da saúde, não apresentam interação entre si e, dessa forma, os estudantes não possuem muito contato com outras profissões da área. Por meio do PET-Saúde Interprofissionalidade, haverá oportunidade de estudantes dessas três graduações trabalharem juntos, aprenderem um com o outro e juntos desenvolverem uma prática colaborativa.”

O coordenador explica que a prática colaborativa no cuidado com a saúde é ampliada quando diferentes profissionais aprendem juntos. “Estudos têm mostrado que, quando os estudantes são submetidos a experiências como essas durante a graduação, conseguem desenvolver a colaboração interprofissional no trabalho em saúde, de forma a buscar a integralidade do cuidado, evitando a fragmentação dos sistemas de saúde”, comenta.

Ele ressalta que a proposta do PET-Saúde Interprofissionalidade não busca somente realizar ações na comunidade, “mas também estimular mudanças curriculares nos cursos, de forma a promover a interprofissionalidade, a promoção dos cenários de prática no SUS e a intersetorialidade na graduação”.