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UNILA participa da construção do plano de gestão de resíduos sólidos do Parque Nacional do Iguaçu

A Universidade assinou um convênio com o ICMBio, para realização de um trabalho de pesquisa e extensão
publicado: 27/11/2019 14h23, última modificação: 27/11/2019 16h18
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Primeira reunião de trabalho entre integrantes do ICMBio e da UNILA

Primeira reunião de trabalho entre integrantes do ICMBio e da UNILAA UNILA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) assinaram um convênio em outubro deste ano, para um trabalho de pesquisa e extensão, em um projeto de gestão de resíduos sólidos do Parque Nacional do Iguaçu. A Universidade participa desse processo por meio do Observatório Educador Ambiental Moema Viezzer, com atuação de estudantes e voluntários, além de profissionais externos, que vão trabalhar como colaboradores. Esse convênio é um termo de execução descentralizada - instrumento legal que permite a inserção da UNILA nesse trabalho, com recursos financeiros, durante o prazo de um ano.

As ações previstas são voltadas para a área administrativa do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, e as bases avançadas de Céu Azul e Capanema. A primeira das ações é a realização de um diagnóstico. “Depois disso, vamos identificar os problemas e procurar elaborar um plano de gestão de resíduos sólidos para essas áreas, visando resolver esses problemas – sejam de logística, infraestrutura e, principalmente, de toda a parte de percepção ambiental e evolução de consciência”, aponta a bióloga Anne-Sophie Bertrand, integrante do Observatório Educador Ambiental da UNILA.

A coordenadora do Observatório e professora da UNILA, Luciana Ribeiro, pontua que outro ponto a se trabalhar é a relação entre os diferentes atores envolvidos com a gestão dos resíduos sólidos, a exemplo de catadores e moradores do Parque. “Com esse material de percepção e de articulação, a ideia é realizar ações de sensibilização e reeducação até que o plano em si possa estar implantado”, diz a docente. “Nessa etapa, serão realizadas oficinas e atividades dinâmicas, para que as pessoas possam se conscientizar e se tornar atores reais da mudança, porque são eles quem vão garantir a perenidade e o sucesso dessa atividade”, completa Bertrand.

Integrantes do Observatório Ambiental Moema ViezzerUm diagnóstico inicial já foi realizado, em conjunto com estudantes da UNILA, que identificaram o lixo produzido na parte administrativa do Parque. Com o estabelecimento do convênio, novos diagnósticos serão realizados, inclusive para a atualização de dados já coletados. A sensibilização e reorganização do sistema serão etapas que ocuparão a maior parte do tempo dos trabalhos. Também está no plano do projeto uma possível implantação de um biodigestor para aproveitamento energético dos resíduos. Está previsto, ainda, um livro para servir de memória dos processos e um material para inspirar outros trabalhos.

“É interesse do Parque que, caso funcione bem, esse projeto torne-se um modelo de gestão, com estreitamento das relações entre universidades públicas e as unidades de conservação, para construir processos de gestão participativa em relação aos resíduos sólidos, incluindo pessoas que habitam dentro e fora do Parque. Portanto, esse é um projeto-piloto que, se der certo, pode ser uma referência para outros locais do Brasil”, contextualiza Luciana Ribeiro.

Observatório Educador

Estudantes realizaram diagnóstico do aterro de lixo de Foz do Iguaçu

Projeto lixo zero realizado por meio de oficinas

 

 

 

 

 

O Observatório Educador Ambiental Moema Viezzer nasceu a partir da construção da política de resíduos sólidos em Foz do Iguaçu. A UNILA ajudou a promover uma audiência pública com os atores envolvidos com a questão do lixo na cidade. “O evento terminou com assinatura de carta-compromisso, com uma lista de problemas, de soluções e de órgãos que podiam ter algum tipo de encaminhamento na solução dos problemas. E, ainda, surgiu a ideia de formar uma comissão interinstitucional que trabalhasse pela construção de uma política municipal de gestão integrada dos resíduos sólidos”, relembra Luciana Ribeiro.

Nesse período, também foram formados alguns grupos de trabalho, e a UNILA ficou responsável pelo monitoramento do processo e pela articulação dos grupos, para a efetivação da política. Assim, foi criado como projeto de extensão o Observatório. A Universidade também contribuiu para o processo, quando estudantes voluntários realizaram um diagnóstico do lixo do aterro de Foz do Iguaçu – trabalho que gerou outros projetos, como o convênio com o ICMBio e o Lixo Zero, que inclui oficinas de sensibilização e educação com os moradores de Foz do Iguaçu.

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