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Ensino

UNILA inicia processo de implantação de novos cursos

Os procedimentos incluem elaboração de projetos pedagógicos e aprovação pelo Conselho Universitário
publicado: 20/09/2026 14h26, última modificação: 10/09/2026 17h43

A UNILA iniciou o processo de implantação de 11 novos cursos de graduação, recentemente aprovados no âmbito do programa Universidades Transformadoras. A ampliação abrirá 510 novas vagas anuais para o ingresso de estudantes. O processo inclui a elaboração dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs), que deverão ser analisados e aprovados pela Comissão Superior de Ensino (COSUEN) e Conselho Universitário (CONSUN). “Temos muitos passos a serem dados para a implantação desses cursos e vamos precisar da mobilização dos Institutos e dos Conselhos Superiores”, diz a reitora da UNILA, Diana Araujo Pereira.

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De acordo com o pró-reitor de Graduação, Antonio Machado Felisberto Junior, será publicada, nos próximos dias, uma Instrução Normativa (IN) com as diretrizes institucionais e orientações sobre como devem ser constituídas as comissões de implantação. Além de propor os Projetos Pedagógicos de Curso, as comissões serão encarregadas da organização curricular, compartilhamento de recursos, atendendo aos princípios regimentais da UNILA. Também estão sendo propostas reuniões de alinhamento e orientação constante aos setores envolvidos e direções de Institutos. 

O pró-reitor lembra que existem condicionantes a serem observadas para a implantação dos cursos. Uma das exigências é o aproveitamento de componentes curriculares que já existam em outros cursos da Universidade, além da flexibilização curricular que possibilite a integralização da carga horária proposta no menor tempo possível, melhorando as condições de permanência e conclusão dos cursos. “Um dos princípios do programa é que se possa expandir as universidades, não apenas aumentando o seu tamanho, mas usando melhores práticas organizacionais e pedagógicas que viabilizem um maior número de ingresso de estudantes e de concluintes de nossos cursos de graduação."

Algumas das comissões já estão formalizadas, de acordo com Vanessa Woicolesco, servidora da PROGRAD que acompanha a implantação, mas a maioria ainda terá de ser constituída. Ela salienta que alguns dos novos cursos têm raiz nos cursos anteriormente aprovados em 2014 e já têm projetos pedagógicos iniciados. Apesar disso, esses PPCs terão, necessariamente, que passar por revisão para adequarem-se às exigências das diretrizes institucionais e do Programa Universidades Transformadoras. “Pedagogia e Ciência da Computação têm PPCs, mas isso não quer dizer que esses projetos estejam completamente alinhados às diretrizes atuais”, completa Vanessa. 

Os novos cursos, aponta Antonio Machado, precisam "atender regramentos internos e externos" e estarem cadastrados no sistema e-MEC ainda neste ano para que tenham possibilidade de serem ofertados nos processos seletivos de 2027. “A intenção é iniciar 2027 com o maior número possível de cursos implantados ”, aponta. "Penso que a UNILA tem condições de abrir um bom número de cursos no ano que vem  respeitando-se os limites de infraestrutura como salas de aula e laboratórios, bem como de aproveitamento de disciplinas correlatas”, completa.

As recomendações de cursos também vieram acompanhadas da liberação de códigos de vagas para docentes efetivos. De acordo com documento da Secretaria de Educação Superior (Sesu), do Ministério da Educação, até 31 de dezembro devem ser liberados 46 novos códigos e, em 2027, outros 10. “Essa é uma grande conquista para a universidade. É um marco na nossa expansão. Leva a nossa Universidade para outro patamar, o qual a UNILA merece, e nos dá condições de chegar à uma meta histórica de 10 mil estudantes”, comemora.

Transformação

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O Universidades Transformadoras busca adequar a expansão do ensino superior às demandas sociais, tecnológicas, econômicas e territoriais do país. Entre os critérios considerados pelo MEC estão o aproveitamento da infraestrutura existente, a utilização eficiente dos recursos públicos, a demanda social,  sustentabilidade acadêmica e administrativa dos cursos e a capacidade de garantir a permanência e a conclusão dos estudantes.

Na análise das propostas da UNILA, foi identificada a aderência a dois eixos do programa: Universidades Inovadoras, que prioriza áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática; e Universidades Inclusivas, concentrando-se em áreas relacionadas à saúde, ao cuidado, à acessibilidade, à inclusão e à formação de professores.

Entre os requisitos exigidos pelo programa estão a destinação de, pelo menos, 10% da carga horária curricular para atividades extensionistas e a inclusão de temáticas como história e cultura africana, afro-brasileira e dos povos indígenas; enfrentamento da violência contra as mulheres; educação para as relações étnico-raciais; e sustentabilidade entre outras.

Com o anúncio dos novos cursos, muitas dúvidas de estudantes sobre ingresso, transferência externa e reopção já começaram a chegar. Vanessa Woicolesco lembra que, vencidas todas as etapas para a implantação, inicialmente, será feita apenas a seleção de estudantes pelo Sisu e processos internacionais próprios da Universidade. “Reopção de curso e transferências são processos que dependem de vagas ociosas, que são aquelas provenientes de diferentes desligamentos do estudante matriculado. É um processo que está um pouco mais distante ainda.”

Propostas

As propostas dos novos cursos foram construídas pela Reitoria em conjunto com os Institutos Acadêmicos da UNILA, a partir de reuniões iniciadas ainda no primeiro semestre, atendendo aos requisitos do Programa Universidade Transformadora. “Trata-se de uma política de indução do MEC que parte do diagnóstico atual da educação superior no Brasil. A intenção é orientar a atualização do ensino de graduação do sistema federal, para atender os interesses do mundo contemporâneo. A universidade pública ganha muito com esse importante movimento do Ministério da Educação, pois junto com crescimento e expansão vêm também a possibilidade de atualização da nossa graduação, tornando os cursos mais atrativos, mais interessantes e mais coerentes com as necessidades e demandas sociais do nosso tempo”, explica a reitora da UNILA.

Diana Araujo ressalta que essa não é uma iniciativa isolada, mas parte de um planejamento institucional anteriormente apresentado à Sesu. “É fruto de três anos de articulações junto à Sesu sobre a necessidade de termos novos cursos para acompanhar esse momento de grande expansão de nossa infraestrutura física”, comenta. “Procuramos unir os interesses da instituição com a oportunidade oferecida pelo MEC; mas isso não significa que não precisamos continuar atuando para atender as necessidades dos cursos já existentes, e as novas necessidades que certamente virão com a implantação de 11 novos cursos de graduação”, reforça.

Para o vice-reitor, Rodne de Oliveira Lima, os cursos e ênfases aprovados vão suprir uma necessidade local. “Esses cursos serão construídos de acordo com as características de inclusão e inovação dos programas federais. Estamos preenchendo uma lacuna com cursos relevantes e essenciais que não existem na rede pública de Foz do Iguaçu e região”, pontua.