Pesquisa
Pós-graduação é contemplada pela Capes com R$ 7,9 milhões para pesquisa
A pós-graduação da UNILA foi contemplada com R$ 7,9 milhões para pesquisas, bolsas e mobilidade por meio do Programa Capes Global, que busca o fortalecimento da internacionalização das instituições de ensino superior brasileiras. Os investimentos estão programados para utilização até 2029.
A UNILA participa de duas iniciativas: Rede Capes Global para o Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Saúde, coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz; e MineraMundi - Rede Internacional de Investigação da Mineração, Sustentabilidade e Desenvolvimento Social, coordenada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
Todos os programas de pós-graduação (PPG) da UNILA estão inseridas nestas duas redes de pesquisa, com exceção do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU) – ainda não avaliado pela Capes por ter sido implantado recentemente. “A nossa preocupação, enquanto gestão, era fazer com que todos os PPGs participassem. Esse foi um grande desafio, as instituições coordenadoras propuseram temas e subtemas abrangentes que possibilitaram essa participação”, comenta Laura Fortes, pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação à época da estruturação das redes e hoje assessora da Reitoria.
Exemplo dessa abrangência é o tema proposto pela Fiocruz. “A maioria dos PPGs da UNILA conseguiram se inserir porque têm um olhar muito grande para a questão da saúde na relação com a sociedade. Esse olhar mais social”, diz Laura. Outro exemplo é a possibilidade de os PPGs em Literatura Comparada e em Relações Internacionais conseguirem participar de pesquisas que têm como tema a mineração. “São temas transversais, o que possibilita estudar os impactos e as narrativas das populações que vivem nessas regiões”, comenta.
O Capes Global, explica Laura Fortes, foi instituído em 2025, após mais de um ano em construção, com o objetivo de "reduzir as assimetrias" entre os programas de pós-graduação. “O Capes Global foi construído na perspectiva de mudar a internacionalização nos programas de pós-graduação no Brasil, contemplando também os que ainda estão começando ou que têm avaliações mais baixas. O financiamento anterior era voltado para programas que já tinham notas altas e que, assim, continuavam subindo de nota. Não tinha espaço para os programas crescerem”, pontua ela. “O olhar da Capes, agora, é o da construção de redes colaborativas nacionais que vão buscar a internacionalização e não mais aquele olhar que contemplava instituição por instituição”, explica Laura Fortes.
Na formação das redes, o programa estimula a integração entre diferentes instituições para o estudo de temas específicos. Instituições de ensino superior com mais “maturidade institucional”, com melhores avaliações (entre 5 e 7 – a nota máxima) da pós-graduação são as coordenadoras e agregam a participação de instituições com notas menores (3 e 4) e de diferentes diferentes regiões geográficas, duas exigências do programa, promovendo uma maior diversidade. “É o momento e a oportunidade que a gente tem para fortalecer as redes das instituições que estão em consolidação”, saliente Laura.
Também são itens na definição das redes temas de pesquisa ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e seu impacto social. “Temos muitas ações no território. Nossos pesquisadores já têm essa preocupação. Já está no DNA da UNILA, mas nem sempre conseguimos demonstrar isso nos processos de avaliação. O Capes Global vai conseguir trazer essa visibilidade”, reforça Laura.
Além do conhecimento científico de cada pesquisador para o fortalecimento das pesquisas, a UNILA também contribui compartilhando sua experiência de internacionalização. “A UNILA nasceu internacional e com a missão institucional da internacionalização. Temos muitas parcerias com instituições internacionais e, principalmente, com o Paraguai e Argentina, que estão mais próximos. Esse foco é muito importante. O número de docentes e estudantes internacionais que temos também chamou muito a atenção”, comenta Laura, destacando o papel da Pró-Reitoria de Relações Institucionais e Internacionais (PROINT) no trabalho de coleta de dados para a formulação das propostas contempladas.
O Capes Global prevê ainda a equidade na gestão dos recursos e projetos e nas oportunidades para as diferentes categorias: docentes, técnicos e estudantes. “A gente buscou focar as capacitações para técnicos, que também acompanham pesquisas e pesquisadores porque sabemos que é difícil, muitas vezes, essa possibilidade de aprimoramento.”


