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Plano de TI Verde busca ingresso na agenda ambiental A3P

A Agenda Ambiental na Administração Pública é um selo de certificação do Ministério do Meio Ambiente concedido a instituições com práticas sustentáveis
publicado: 29/01/2018 00h00, última modificação: 12/01/2019 00h19
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Termos de adesão a A3P

Práticas de sustentabilidade não são um tema que está simplesmente na moda, são uma necessidade real e possível de ser assimilada nas atividades cotidianas. O mundo está produzindo cada vez mais, as pessoas estão consumindo além de suas necessidades, e para onde vai tudo que se torna descartável? Como lidar com economia de recursos e como tornar a reutilização uma realidade possível? Foi pensando nessas questões que os servidores técnicos Marcos Roque da Rosa e Deivid José Smek, lotados na Coordenadoria de Tecnologia da Informação e da Comunicação (CTIC), fizeram uma análise sobre o ambiente da UNILA no que diz respeito à sustentabilidade de uso de equipamentos de tecnologia da informação e sobre as práticas diárias que poderiam ser adotadas na Universidade. O objetivo geral do estudo foi propor um plano prático de TI Verde para a Instituição, que englobe iniciativas de fácil implementação.

Termos de adesão a A3PO estudo foi feito no ano de 2016 e o resultado foi publicado em artigo produzido enquanto os dois estavam cursando uma disciplina no mestrado em Tecnologia, Gestão e Sustentabilidade, da Unioeste. Eles verificaram a viabilidade de implementar iniciativas na UNILA a fim de que, após a fase de implementação das propostas, a Universidade pudesse inscrever-se na Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), do Ministério do Meio Ambiente. Este é um selo de certificação e, para adquiri-lo, a instituição pública tem de provar que está adotando metas e iniciativas sustentáveis, em um período determinado. Para isso, precisa demonstrar preocupação em obter eficiência na atividade pública, incluindo a diminuição de custos, enquanto promove a preservação do meio ambiente.

No período de 2007 a 2016, o número de instituições públicas federais que aderiram à A3P passou de três para 123. Entre as universidades federais, apenas nove integraram-se à agenda até o momento, além de 11 institutos federais de educação. Os órgãos que formalizam a parceria com o Ministério do Meio Ambiente, por meio de Termo de Adesão, recebem apoio técnico para implementação e operação da agenda. Porém, para integrar-se à A3P, algumas mudanças internas precisam ser desenvolvidas, o que provoca uma mudança de cultura.

Mudanças na prática

Marcos Roque da Rosa e Deivid José Smek

No artigo que apresentaram, os servidores apontam três iniciativas que podem auxiliar a UNILA nesta questão: melhorar a sustentabilidade do parque tecnológico de computadores, contribuir para a economia no consumo de energia na Instituição e criar uma consciência sustentável nas pessoas.

A primeira e mais fácil iniciativa de se implementar foi avaliar o parque tecnológico de computadores da UNILA e então traçar alternativas para um problema que foi identificado: com a entrada de novos servidores em 2014, houve a necessidade de adquirir novas estações de trabalho e substituir aquelas que já apresentavam mau funcionamento. No entanto, com a substituição, as máquinas com mais de quatro anos de uso ficaram ociosas e foram retiradas do ambiente de trabalho, sendo armazenadas no almoxarifado.

“No contexto da TI Verde, equipamento parado é prejuízo ambiental”, avalia Deivid. Então a equipe fez um estudo para avaliar quais demandas existiam, e verificou-se que em eventos sazonais, projetos de extensão ou montagem de laboratórios de informática, esses computadores ociosos poderiam ser utilizados, necessitando apenas de novas configurações nas máquinas ou instalação de software livre.

A economia no consumo de energia foi outro ponto analisado. “Fizemos um levantamento, por amostragem, do número de servidores e o tempo médio de trabalho deles, relacionando ao número de horas em que as máquinas estão funcionando. Se criarmos um mecanismo que faça com que os computadores hibernem na hora do almoço, por exemplo, teremos menor consumo de energia”, analisa Marcos. Para isso, estão estudando a possibilidade de alterar as configurações dos sistemas operacionais das máquinas, visando à suspensão ou hibernação destas em momentos de inatividade.

Conscientização

Não menos importante na lista das iniciativas, mas a conscientização provavelmente é a mais sustentável de todas. “A TI pode ser a catalisadora das boas práticas, para depois difundi-las nas demais áreas, de forma que possamos estimular a adoção de modelos e estratégias para um esforço global de práticas sustentáveis”, acredita Deivid. À medida que as áreas projetem metas e as cumpram, será possível que a Instituição alcance o selo A3P. Uma das iniciativas que integra uma prática sustentável e que já está começando a ser implantada na UNILA é a tramitação de processos eletrônicos. “Todo o sistema vai ser adaptado para que as pessoas autentiquem atividades dentro do próprio sistema, a fim de gerar o mínimo de papel possível na tramitação de processos”, avalia Marcos.

A íntegra do artigo produzido pode ser acessada aqui.

Boas práticas que podem ser adotadas pelos servidores:

 

Configurar o computador para que o monitor seja desligado quando não usado por um período superior a cinco minutos.

Substituir o plano de fundo dos computadores por um plano de fundo preto (mais econômico).

Analisar a real necessidade de substituição dos equipamento em relação ao trabalho executado, questionando se é realmente necessário um computador novo para as atividades realizadas ou se o que já tem é suficiente.

Consumir, de forma consciente, os recursos materiais, priorizando a utilização de meios eletrônicos, a exemplo da digitalização de documentos em vez de imprimi-los, quando possível.

  Priorizar soluções, programas e serviços baseados em software livre que promovam a otimização de recursos e investimentos em tecnologia da informação.