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Pesquisa da UNILA indica variações expressivas de preços nos produtos de Páscoa em Foz

Dados do Cepecon mostram que Bacalhau está até 110% mais caro, enquanto a Tilápia aparece quase 45% mais barata do que em 2025
publicado: 01/04/2026 15h00, última modificação: 01/04/2026 16h19

O levantamento realizado pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Cepecon), da UNILA, contribui para que a população tenha acesso à informação acerca das variações de preços de produtos comuns do orçamento familiar. Com isso, as famílias podem verificar quais produtos contribuíram para o aumento/redução do índice geral de preços e modificar sua cesta de consumo escolhendo itens que estão mais baratos.

Principalmente nesta Páscoa de 2026, o estudo mostra que é essencial pesquisar antes de comprar. O Cepecon apontou aumento e redução expressiva nos preços dos produtos típicos em relação ao período em 2025. A pesquisa relata alguns destaques negativos para o bolso do consumidor, como o chocolate ao leite de 1 quilo que disparou 58,26%, e as frutas cristalizadas que saltou 50,63%, e também a gota de chocolate que subiu 26,83%.

O alívio veio com a redução dos preços das tradicionais caixas de bombom, com quedas de até 16,08%. E também com os ajustes mais modestos nos produtos para a criançada, os ovos de chocolate voltados ao público infantil apresentaram o aumento máximo de 6,38%. 

Outro item tradicional da Semana Santa, o bacalhau em posta, subiu impressionantes 110,70% em relação ao ano passado. Em contrapartida, a Tilápia surge como alternativa mais econômica para esta Páscoa, com queda de 44,89%. O Azeite de Oliva com redução de 31,69% também aparece bem mais barato do que em 2025.

Cesta básica acumula alta de 7,4% no primeiro trimestre

Além dos itens sazonais, o boletim de março do IPC-Foz revelou que a cesta básica acumula inflação de 7,4% entre janeiro e março de 2026. Tubérculos, raízes e legumes foram os grupos de produtos com variação de 39,4% no período, com destaque para a batata-inglesa, que encareceu 44,3% no último trimestre. Leite e derivados tiveram aumento de 30,7% e a alface (13%),  enquanto pescados, aves e ovos registraram quedas de em torno de 19%. Segundo a pesquisa alta no grupo de tubérculos, raízes e legumes foi impulsionada principalmente pelas fortes chuvas em polos importantes do Sul do país dificultaram o ritmo de colheita, reduzindo o volume do produto enviado ao mercado.

As proteínas de origem animal apresentaram aumento médio de 3,8%. Os maiores impactos vieram do contrafilé (18,9%) e do coxão mole (16,4%). Os cortes de músculo e lagarto ficaram mais baratas 14,3% e 19,6%, respectivamente. 

Já os ovos acabam se consolidando como a opção proteica mais procurada. O ovo de galinha sofreu um reajuste de 16,9% no trimestre motivado por uma combinação de fatores: além do pico de demanda gerado pela tradição religiosa, as altas temperaturas do início do ano causaram estresse térmico nas aves comerciais. Esse clima adverso resultou no aumento da mortalidade em algumas regiões e, principalmente, na queda de produtividade e na diminuição do tamanho dos ovos, limitando severamente a oferta justamente no momento de maior consumo.

O IPC-Foz é produzido mensalmente pelo Cepecon com base na metodologia do IBGE e foca em famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos. A referência nessa faixa de renda se deve ao fato de que essa população é mais sensível às variações de preços. Com isso, um indicador baseado nesse consumo populacional reflete com maior precisão qualquer alteração nos preços. A coleta de dados é feita em 12 pontos de venda da cidade e conta com o trabalho de pesquisadores voluntários da UNILA.

 

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