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Bloqueio ao orçamento da UNILA totaliza mais de R$ 1,8 milhão

Reitoria busca solução para preservar atividades do ensino, pesquisa, extensão e a assistência estudantil
publicado: 06/10/2022 16h50, última modificação: 06/10/2022 17h17

O novo bloqueio de orçamento promovido pelo governo federal atingiu todos os ministérios, mas a Educação sofreu o maior impacto. Dessa vez, o percentual foi de 5,8%, resultando em uma redução na possibilidade de empenhar despesas das universidades no importe de R$ 328,5 milhões. Este valor, se somado ao montante que já havia sido bloqueado ao longo do ano, perfaz um total de R$ 763 milhões em valores que foram retirados das universidades federais do orçamento que havia sido aprovado para este ano.

Na UNILA, o bloqueio do orçamento totaliza R$ 1.886.911,63. Segundo a Programação Orçamentária Anual para 2022, o orçamento de custeio distribuído para as ações de fomento ao ensino, pesquisa e extensão, e para a manutenção da Universidade somava R$ 25.290.687,00.

Em termos de orçamento, os valores permanecem, porque não há corte de orçamento, mas sim restrição ou bloqueio para o empenho de despesas. A Reitoria está estudando as ações que poderão ser tomadas, e o esforço será para preservar as áreas finalísticas da Universidade: ensino, pesquisa, extensão e assistência estudantil. O bloqueio poderá ter consequências no pagamento de fornecedores, locatários e prestadores de serviço, que somam quase 300 contratos locais, regionais e nacionais.

Se esse recurso não for recomposto, será insustentável para a Universidade chegar até o final do ano cumprindo com suas obrigações, com seu planejamento. Já estamos quase no final do ano, quase no final do exercício, há uma série de compromissos financeiros e, certamente, não será possível atender a todos. Hoje teríamos insolvência, podemos ficar inadimplentes”, analisa o reitor da UNILA, Gleisson Brito, lembrando que, mesmo com a liberação do orçamento em dezembro, como alega o governo federal, não haverá tempo hábil para os pagamentos serem efetuados. Brito ressalta que a Universidade está trabalhando de forma conjunta com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) para a articulação política, jurídica e de comunicação para manter a sociedade informada sobre as medidas a serem tomadas e as consequências provocadas pelo novo cenário.

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