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As geotecnologias estão cada vez mais presentes no cotidiano

“A geografia não sai de moda; o mundo muda e a gente se adapta”, diz o professor Diego Flores neste episódio do ¿Qué Pasa?
publicado: 03/06/2022 11h49, última modificação: 03/06/2022 15h57

Elas estão em toda parte, mas não se engane, o tema deste episódio do ¿Qué Pasa? não é sobre atividades extraterrestres, mas sim sobre as geotecnologias. Na correria do dia a dia, elas estão presentes quando se utilizam aplicativos com função de geolocalização para pedir comida ou para solicitar um transporte, por exemplo. O recurso mais comum e muito utilizado é o GPS, um sistema de posicionamento global de origem americana – mas há também outros de origem russa, chinesa, europeia, que trabalham a partir de imagens de satélites ligadas ao sistema global de navegação, gerando informações que se conectam a tecnologias terrestres, como celulares e computadores

O professor Diego Flores, do curso de Geografia, define geotecnologias como um conjunto de técnicas que servem para produzir dados e informações. “Vão desde satélites, celulares, computadores, bases territoriais com equipes especializadas que trabalham em conjunto para tratar o dado bruto num dado mais complexo que vai servir de informação para o nosso dia a dia”, explica. Neste episódio, ele também apresenta conceitos importantes como informação espacial, geoprocessamento e sensoriamento remoto.

Além dos empregos mais comuns das geotecnologias, como monitoramento de entregas, o pesquisador reforça que também é possível fazer monitoramento de vegetação, queimadas e safras, por exemplo. E muitas vezes essa atividade conta com o apoio de drones, equipamentos cada vez mais usados e que permitem captar informações com mais precisão e detalhes em uma determinada área, especialmente porque conseguem fazer voos mais baixos. Ele reforça que uso dessa tecnologia é importante em casos como detecção de desastres ambientais. “Permite conhecer, saber do que se trata aquela área, o tipo de vegetação, de bioma, se há uma poluição específica no rio que você está analisando. A partir de uma base de dados, um órgão fiscalizador poder tomar importantes decisões”. 

Aplicação prática para Foz do Iguaçu

Em Foz do Iguaçu, pesquisadores da UNILA dedicados ao tema de mobilidade urbana e energia estão fazendo um levantamento em algumas ruas da cidade a partir de imagens de um drone que capta o que chamam de patologias do asfalto, como buracos e avarias, gerando um inventário como produto final. “Produzimos um banco de dados com informações sobre esse tema e, depois, a proposta é disponibilizá-lo não só como artigos acadêmicos, mas também para a população, gestão pública ou empresas privadas que possam se interessar em apresentar soluções”, diz Flores. Outra pesquisa realizada pela equipe analisa a relação de como o calor e a falta de árvores elevam o consumo de combustível (o conteúdo pode ser acessado aqui). O uso dessas pesquisas, segundo ele, tende a otimizar recursos e o tempo da gestão pública, visto que as tecnologias envolvem todo um sistema de informações com banco de dados sofisticados e que podem orientar a tomada de decisões com soluções para os problemas levantados. 

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