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Mulheres na Universidade

publicado 08/03/2017 00h00, última modificação 12/01/2019 00h14
A campanha UNILA pela Diversidade traz como tema “Mulheres na Universidade: conhecimento, luta e transformação”, com o objetivo de dar visibilidade às diferentes ações e lutas protagonizadas por mulheres cis e trans, não binárias, muçulmanas, negras, gordas, indígenas e demais mulheres atuantes no debate sobre a equidade de gênero em diferentes áreas e setores da Universidade.

Sobre a campanha 

A campanha UNILA pela Diversidade traz como tema “Mulheres na Universidade: conhecimento, luta e transformação”, com o objetivo de dar visibilidade às diferentes ações e lutas protagonizadas por mulheres cis e trans, não binárias, muçulmanas, negras, gordas, indígenas e demais mulheres atuantes no debate sobre a equidade de gênero em diferentes áreas e setores da Universidade. São estudantes, professoras e servidoras técnico-administrativas que produzem conhecimento e lutam contra a violência de gênero, colaborando para uma sociedade mais justa. Para isso, a SECOM produziu vídeos, notícias, site, banners digitais e exposição em videoinstalação para circularem no mês de março de 2017. Nesta página, além dos materiais da campanha, você encontra projetos e ações que são relacionados à temática de gênero e desenvolvidos na UNILA.


A campanha guarda-chuva UNILA Pela Diversidade aborda diferentes temas e é realizada com base na colaboração e na troca horizontal de saberes, promovendo um debate engajado e integrado com a realidade da comunidade universitária.

Colaboradores

Andreia Moassab, Cleusa Gomes, "Coletiva Marti Vive", Denise Rodrigues, Élen Schneider,  Isadora de Assis, Janaina Jesus Lopes Santana, Karen Ishiguro, Nicole Machado, Rodrigo Trevisan, Ronaldo Canabarro.

Realização

Secretaria de Comunicação Social (SECOM/UNILA)

 

Conheça aqui algumas dessas mulheres, repesentativas de tantas outras, que fazem a diferença na Universidade:

 

Gênero no Ensino

 

 

1. "Ensino, gênero e arquitetura: in_visibilidad de la mujer en la arquitectura" - Ao constatar que há pouco material publicado sobre as arquitetas, a professora Andreia Moassab desenvolve permanentemente, e no âmbito do ensino, um trabalho para ampliar a compreensão, a prática e a reflexão da arquitetura fora do domínio da modernidade ocidental, considerando não apenas a invisibilidade da produção arquitetônica das mulheres como um fato no sistema de valoração na área, profundamente androcêntrico, eurocêntrico e racista, mas também os limites das escolas de arquitetura em reproduzir esse sistema. "O recorte de gênero - e étnico-racial -, ainda que pareça uma simples proposta didático-pedagógica, é um enorme desafio", afirma Moassab. Esta experiência conta com a colaboração de estudantes atentos ao sistema de invisibilização de gênero socialmente naturalizado. Como desdobramento das práticas em sala de aula, a professora mantém uma página na web com o trabalho e acervo de dados sobre as mulheres na arquitetura. Acesse aqui parte do conteúdo da disciplina: "A produção das arquitetas mulheres na arquitetura moderna e contemporânea".

IFrame

 

2. "História e gênero na América Latina" - Disciplina ministrada pela professora Cleusa Gomes da Silva, desde 2013, no curso de História da UNILA. O estudo investiga as formas históricas de manifestação do poder e dos contrapoderes, articulando-as aos conceitos de poder, gênero, gerações e etnia, entre outras alteridades. Problematiza a construção teórica e histórica sobre as mulheres, gênero, as subjetividades e sexualidades e a epistemologia feminista. Elabora uma discussão sobre gênero e interculturalidade na América Latina, sob a perspectiva de um olhar descolonial. 

 


Programas Institucionais sobre Gênero


O Fórum Permanente de Equidade de Gênero da UNILA (FPEG) surge, em 2015, a partir da necessidade de enfrentar as situações de violência e desigualdade às quais mulheres universitárias discentes, docentes, TAEs e terceirizadas são vítimas. Representantes das estudantes, das servidoras técnico-administrativas e das docentes vêm reunindo-se como integrantes do FPEG para discutir a implantação da política de equidade de gênero da Universidade.  

 

 “É uma proposta de política construída coletivamente para combater a violência simbólica, sexual e moral contra a mulher, e que está alinhada aos princípios da Universidade. Dessa forma, a UNILA se organiza para enfrentar esse problema de forma institucional e não apenas por meio de grupos isolados”, explica Ana Paula Nunes.  

 

São eixos de debate do Fórum:

Diversidade, maternidade, sexualidade e saúde. Para mais informações, acesse aqui o documento com a proposta do Fórum.

 

Contato: E-mail fpeg.unila@gmail.com ou página do Fórum.

A Comissão Permanente de Acompanhamento das Políticas de Igualdade de Gênero da UNILA foi desenvolvida a partir da aprovação da Resolução n° 11/2016, que regulamenta a utilização de nome social por discentes, servidores/as e demais pessoas nos espaços da UNILA. A Comissão tem foco na realização de um trabalho frequente para fazer cumprir políticas de equidade de gênero em todos os setores da Universidade.

Por enquanto, a Comissão direciona seus esforços para implantar a resolução do nome social. Implementada a resolução, o próximo passo é pensar em uma capacitação destinada aos servidores das áreas de atendimento, sobre gênero, transgeneridade, nome social e atendimento à população trans. 

Superado isso, a ideia dos integrantes é pensar em outras ações que vão além do nome social. Sendo assim, a Comissão também poderá realizar diversas ações que promovam a integração e a garantia de direitos da população trans.

Esta Comissão é composta por representantes de discentes, TAEs e docentes e deve ser acionada sempre que houver dúvidas, reclamações e sugestões referentes ao nome social. 

A Comissão é aberta para novos membros, e o e-mail para contato é comissao.pigenero@unila.edu.br.


Gênero na Pesquisa

Muitas mulheres estudantes e professoras têm desenvolvido pesquisas, em nivel de graduação e pós-graduação, sobre a temática da equidade de gênero. Conheça algumas delas:

  • "Patriarcado na América Latina: uma categoria feminista de análise e de transformação do público e do privado" - Visa reatualizar a categoria analítica do patriarcado, desde estudos das práticas teóricas das feministas na América Latina. A categoria do patriarcado foi resgatada na França, em 1970, por estudos de Delphy, após ser substituída analiticamente pela categoria de gênero, iniciada com os estudos do segundo sexo, de Beauvoir, e consolidada pelas feministas norte-americanas, como Stoller, em 1968. Ambas as categorias almejavam desvelar os sistemas de poder que difundiam as desigualdades entre os sexos e sexualidades (SAFFIOTI, 1999). Nos últimos anos, os feminismos latino-americanos de vertentes classista, negra e comunitária parecem iniciar um resgate da categoria do patriarcado, como sendo a base na qual se sustentam todas as opressões (GALINDO, 2010), tanto no espaço privado e doméstico, quanto no espaço público e político. Este projeto pretende, portanto, reconstituir as diferentes práticas e epistemologias feministas latino-americanas, identificando e sintetizando os seus aportes para a compreensão do patriarcado, desde uma perspectiva latino-americana. O projeto coordenado pela professora Élen Schneider está vinculado ao desenvolvimento de um grupo de pesquisa e estudos sobre o tema. Contato elen.schneider@unila.edu.br.

  • "Trabalho doméstico e justiça nas três fronteiras" - O projeto busca compreender a organização e as condições do trabalho doméstico remunerado na região de fronteira de Foz do Iguaçu, bem como as agendas de reivindicações das trabalhadoras da região, na qual também está localizada a Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Para isso, o estudo mobiliza as categorias analíticas da divisão social do trabalho e da justiça no trabalho doméstico. A partir de epistemologias feministas, compreende-se que a divisão sexual do trabalho (KERGOAT, HIRATA, 2008) e a cisão entre as esferas da reprodução (privado) e da produção (público), que delegam historicamente o trabalho doméstico às mulheres, influenciam nos paradigmas de justiça e da paridade de gênero (FRASER, 2008). Pretende-se evidenciar, por meio do estudo do trabalho doméstico na região, de que forma as reivindicações das trabalhadoras, sejam elas por direito, dignidade e/ou reconhecimento e/ou valorização do trabalho, tencionam essa fronteira entre a produção e a reprodução, estabelecida pelo direito liberal e pelos sistemas econômicos. Aspira-se, igualmente, que esta pesquisa possa dialogar com outras investigações realizadas na América Latina. O projeto compreende atividades de pesquisa e extensão, mobilizando metodologias qualitativas das Ciências Sociais. O contato é elen.schneider@unila.edu.br.

 

  • "Reconhecimento, subjetividade e emoções: a construção da identidade sexual e de gênero de LGBTs de Foz do Iguaçu / PR" - Sob coordenação da docente Lorena Rodrigues Tavares de Freitas, o projeto busca compreender a construção da identidade sexual e de gênero de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTs), moradoras da cidade de Foz do Iguaçu, Paraná. Busca-se entender de que modo esses sujeitos esquematizam um conjunto contraditório de valores a respeito da construção dessas identidades, proveniente, por um lado, da forte influência de um discurso que constrói a identidade heterossexual e cisgênero como as únicas maneiras legítimas e “normais” de exercício da sexualidade e de construção da identidade; e, por outro lado, dos discursos veiculados pelos novos movimentos sociais em defesa do direito à livre expressão das identidades sexuais e de gênero e do respeito às diferenças. 

  • "Cadeia, substantivo negro e feminino: etnografia de uma situação carcerária na Tríplice Fronteira" - Trabalho de Conclusão de Curso apresentado por Isadora de Assis Bandeira, para a graduação em Antropologia - Diversidade Cultural Latino-Americana. Leia aqui o trabalho completo.
  • "Radiofonia comunitária na região da Tríplice Fronteira: gênero, etnia e inclusão social midiática" - O projeto, conduzido pela professora Maria Inês Amarante, trata de um estudo aprofundado sobre a participação étnica e de gênero nas rádios comunitárias das regiões da Tríplice Fronteira, compreendidas pelo Alto Paraná e Canindeyú (Paraguai), a zona oeste do Paraná (Brasil) e a Província de Misiones (Argentina), e o modo como esses meios de comunicação têm favorecido a inserção, a identidade cultural e a cidadania dos povos originários e afrodescendentes, oferecendo espaços mais inclusivos para esses grupos. Prevê-se um levantamento das rádios da região e análises de conteúdo.
  • "Gênero e poder na América Latina e Caribe": Grupo com caráter interdisciplinar, formado por docentes de cursos de graduação e pós-graduação da UNILA, com a finalidade de contribuir com a produção de conhecimento no campo dos estudos de gênero através da crítica, do debate e do diálogo entre as diversas perspectivas teóricas por meio das quais as relações de gênero são entendidas. Busca-se analisar as várias formas pelas quais as relações de gênero são colonizadas por relações de poder que, articulando-as com outros marcadores sociais como raça, etnia e classe social, mantêm e favorecem a produção de desigualdades. Para mais detalhes, acesse aqui. 

Organizações estudantis e a diversidade de gênero

 

"Coletiva Marti Vive"

 

O "Coletiva Marti Vive" é um grupo de estudantes da UNILA que nasceu em 2015 com o objetivo de discutir as pautas relacionadas à situação das mulheres em uma sociedade patriarcal. O grupo vem mostrando-se atuante e atento ao combate do machismo em diversas situações dentro da esfera universitária. Propõe e produz materiais, grupos de estudo, rodas de conversa, oficinas que contribuem para a desconstrução, sororidade, empoderamento e apoio. O nome "Marti Vive" foi proposto em homenagem à estudante uruguaia de Antropologia da UNILA, Martina Piazza Conde, que foi assassinada em 2014, em um ato de violência contra as mulheres, e representa uma luta constante contra o machismo.

Mais informações: https://www.facebook.com/MartiVive

 


Gênero na Extensão

  • "Trabalho doméstico tem valor" - Projeto coordenado pela professora do curso de Ciência Política e Sociologia, Élen Schneider, que visa proporcionar espaços de trocas de experiências, socialização e empoderamento de mulheres trabalhadoras domésticas das três fronteiras, buscando realizar diálogos entre as organizações e movimentos de mulheres da região, universidades e programas locais de equidade de gênero. Além disso, o projeto busca integrar os debates locais sobre o trabalho doméstico com os organismos nacionais e internacionais de promoção da regulamentação dos direitos do trabalho doméstico, tais como as prerrogativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Federação Nacional de Trabalhadoras Domésticas do Brasil (Fenatrad) e a Confederación Latinoamericana y del Caribe de Trabajadoras del Hogar (Conlactraho).
  • "Gênero e diversidade na escola" - O projeto, coordenado pela professora Lorena Rodrigues Tavares de Freitas, aborda a promoção da equidade de gênero e do reconhecimento da diversidade de orientação afetivo-sexual e/ou de identidade de gênero. Destaca o respeito à diversidade étnico-racial e o enfrentamento ao preconceito, à discriminação e à violência relacionada ao racismo, ao sexismo e à LGBTfobia. O curso fornece elementos para desconstruir preconceitos e romper o ciclo de sua reprodução no cotidiano das relações sociais e nas práticas pedagógicas, em particular. Por meio deste curso, os participantes adquirem instrumentos para analisar e lidar com as atitudes e comportamentos que envolvam as relações étnico-raciais e de gênero e sexualidade.
  • "Grupo de apoio sobre gestação, parto e aleitamento materno na rede de atenção básica de Foz do Iguaçu" - Sob a coordenação da docente Ana Paula Araujo Fonseca, o foco deste projeto é a gestante, lactante e puérpera, oferecendo espaço de escuta e de diálogo em rodas de conversa semanais nas unidades de saúde do município e na UNILA. Os grupos são abertos, e os temas discutidos são decididos a cada encontro, pelas próprias participantes. Na condução dos grupos, a perspectiva é multiprofissional - há representantes da Psicologia, Enfermagem, Saúde Coletiva e Nutrição - e horizontal, ou seja, não há palestras por parte dos profissionais. O compromisso do projeto é debater informações atualizadas e baseadas em evidências científicas, resgatar o protagonismo da mulher sobre seu corpo e estimular a efetivação de políticas públicas de saúde existentes para esse público. Saiba mais clicando aqui.
  • Revista Peabiru: 

    O periódico cultural da Universidade também integrou-se à campanha, produzindo um artigo sobre a igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher.

    O texto foi escrito por Élen Schneider, doutora em Sociologia e professora de Ciência Política e Sociologia, da UNILA; e Cynthia Jazmin Luna Montalbetti.  

    Leia mais clicando aqui.

 

Notícias da Campanha

Comunidade acadêmica debate questões de gênero em projetos de pesquisa, ensino e extensão

Grupos e coletivos integrados pela comunidade universitária debatem questões de gênero

 

Esta iniciativa faz parte da campanha guarda-chuva "UNILA pela Diversidade". Criada desde 2016 para contemplar assuntos referentes ao respeito às diversidades linguísticas, identitárias, sexuais, de gênero e culturais presentes em nossa universidade e no território de fronteira, onde estamos localizados. Desenvolvida com foco na colaboração e no amplo alcance, incluindo integrar pessoas, grupos identitários e minorias socioculturais da universidade e da cidade. “Unila Pela Diversidade” abriga uma variedade de linguagens, texto, vídeo, foto, e múltiplas mídias, entre meios impressos e online.