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publicado 30/05/2025 16h28, última modificação 23/03/2026 10h42

Norma técnica: Monitoramento participativo de ambientes aquáticos urbanos

Autores: Maria M. Torres-Martínez; Bruna Souza Vieira; Marcela Boroski; Flavio Gomes Figueira Camacho; Eugenia Bianca Bonaparte; Carlos Eduardo Villar Santos; Ana Alice Eleuterio

Sinopse: 
A expansão urbana na América Latina tem intensificado pressões sobre os ecossistemas aquáticos urbanos, sobretudo devido à poluição hídrica e à insuficiência de saneamento básico, comprometendo tanto a saúde pública quanto a disponibilidade de recursos hídricos. Nesse contexto, o monitoramento ambiental torna-se fundamental para a gestão da água. O monitoramento participativo, baseado na ciência cidadã, destaca-se como uma abordagem colaborativa e de baixo custo, especialmente adequada para áreas urbanas latino-americanas. A confiabilidade dos dados gerados por esse tipo de monitoramento é garantida por meio da aplicação de protocolos simplificados e padronizados, aliados ao treinamento adequado da população. Além de fornecer alternativas técnicas para o acompanhamento da qualidade ambiental, iniciativas de ciência cidadã contribuem para a transformação social ao fortalecer a cidadania, promover o letramento científico e incentivar uma gestão hídrica mais democrática e sustentável.Este relatório técnico reúne os resultados do 1º Workshop de Monitoramento Participativo, realizado entre 26 e 28 de março de 2025, em Foz do Iguaçu (PR), cujo objetivo foi capacitar a comunidade local e profissionais, além de estimular a formação de redes colaborativas voltadas ao monitoramento de ambientes aquáticos urbanos. Durante o evento, foram aplicados seis protocolos de ciência cidadã nos rios Iguaçu e Mathias Almada. Os resultados indicaram boas condições ambientais no rio Iguaçu, localizado em área protegida e com mínima perturbação, enquanto o rio Mathias Almada apresentou sinais de intensa pressão antrópica e possível contaminação por nutrientes ou esgoto, associada à sua proximidade com a área urbana. Diante disso, recomenda-se ampliar a divulgação e o treinamento em ferramentas de monitoramento participativo de baixo custo, garantindo sua aplicação contínua e de longo prazo para produzir dados robustos e úteis à gestão pública dos ambientes aquáticos urbanos.
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