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UNILA expande cooperação com a China e recebe primeiros intercambistas do país

Parceria com a Beijing Foreign Studies University traz sete estudantes para uma experiência acadêmica de dois semestres na UNILA
publicado: 26/08/2026 11h56, última modificação: 26/08/2026 16h57
Exibir carrossel de imagens Chegada dos estudantes foi celebrada com uma solenidade de recepção na última sexta (21). Foto: Judeley Cesaire SECOM/UNILA

Chegada dos estudantes foi celebrada com uma solenidade de recepção na última sexta (21). Foto: Judeley Cesaire SECOM/UNILA

Pela primeira vez em sua história, a UNILA recebe estudantes chineses em mobilidade acadêmica. O grupo, formado por sete estudantes da Beijing Foreign Studies University (BFSU), permanecerá na Universidade durante dois semestres, participando de atividades acadêmicas em diferentes cursos.

A mobilidade é resultado do acordo bilateral firmado entre a UNILA e a universidade chinesa em 2025. Reconhecida pela formação em línguas estrangeiras, estudos internacionais e diplomacia, a BFSU tem um perfil que dialoga diretamente com a vocação intercultural e multilíngue da UNILA. 

Reitoria e estudantes chineses
Chegada dos estudantes foi celebrada com uma solenidade de recepção na última sexta (21). Foto: Judeley Cesaire SECOM/UNILA

Durante o período na UNILA, os intercambistas ficarão hospedados no Alojamento Estudantil e cursarão componentes curriculares do Ciclo Comum de Estudos, além de disciplinas dos cursos de Letras, Antropologia e Ciências Econômicas. Os sete estudantes são vinculados à área de Línguas da BFSU e já possuem conhecimentos de espanhol. Por essa razão, frequentarão componentes ministrados por docentes hispanofalantes, facilitando sua inserção acadêmica neste primeiro intercâmbio entre as duas instituições.

Xu Jingbo
Xu Jingbo quer conhecer mais sobre a América Latina e os povos indígenas do Brasil. Foto: Judeley Cesaire SECOM/UNILA

Entre os estudantes está Xu Jingbo que, além dos estudos de espanhol, optou por cursar disciplinas de Antropologia. O interesse, segundo ele, está relacionado especialmente à possibilidade de conhecer melhor os povos indígenas da América Latina. “Antes de vir para cá, escrevi um texto sobre os Yanomami e conheci o trabalho da fotógrafa Claudia Andujar. Também gosto de fotografar e quero conhecer mais sobre a América Latina e sobre os povos indígenas daqui”, conta.

 Já Wang XuHan, que adotou o nome Mervis em espanhol e português, destaca sobretudo a oportunidade de estabelecer relações com pessoas de diferentes países. “A primeira coisa que senti depois de chegar aqui foi a gentileza das pessoas. Quero conhecer mais sobre este país, sobre as pessoas e também sobre a cultura. Nós, jovens universitários, também representamos a China e esperamos trazer nossa sinceridade, nossa gentileza e nossa cultura para o Brasil, além de receber o mesmo em troca”, disse.

Ampliando o alcance institucional da UNILA

A chegada dos estudantes da BFSU estende o alcance geográfico das ações de mobilidade acadêmica da UNILA e acrescenta a China à rede de relações internacionais e institucionais construída pela Universidade. Para a reitora da UNILA, Diana Araujo Pereira, a aproximação com instituições chinesas está relacionada às transformações nas relações internacionais da América Latina e do Caribe. “Hoje, falar em integração regional requer a inclusão da cooperação com o Sul Global; a China está cada vez mais presente na realidade social da América Latina e do Caribe. Com a chegada dos primeiros estudantes chineses em mobilidade e com o avanço nas tratativas de implementação do Instituto Confúcio, a UNILA firma parcerias com a China e dá um passo fundamental nesse novo cenário da diplomacia educacional”, afirma.

Wang XuHan (Mervis) destaca a troca cultural como uma das principais expectativas do intercâmbio. Foto: Judeley Cesaire SECOM/UNILA

O acordo com a BFSU possibilita, também, que a comunidade acadêmica da UNILA possa realizar períodos de mobilidade no país asiático. De acordo com a chefe da Seção de Mobilidade Acadêmica, Cristiane Dutra Struckes, a UNILA e a BFSU estão em negociação para definir os termos de reciprocidade do convênio, etapa necessária para a abertura do edital de mobilidade. “Geograficamente, passamos a ter mais um país de destino para que os estudantes possam considerar ao planejar sua mobilidade, o que amplia as opções disponíveis, favorece a ampliação de horizontes acadêmicos e culturais e possibilita a formação de novas redes de contato e colaboração. Além disso, a chegada de mais estudantes representa mais uma nacionalidade integrando a UNILA, contribuindo para a diversidade cultural que caracteriza nossa Universidade”, declarou.

Além da parceria com a BFSU, a UNILA mantém outras frentes de cooperação com instituições chinesas. A Reitoria realizou uma missão institucional para a China no primeiro semestre de 2026. Na ocasião, a Universidade assinou um Memorando de Entendimento com a Hangzhou Dianzi University (HDU), abrindo futuras possibilidades de atuação conjunta em áreas como engenharia, tecnologia, inteligência artificial, robótica, automação e agricultura inteligente. A UNILA também avança nas tratativas para a instalação do Instituto Confúcio, com foco no ensino de mandarim e na promoção da cultura chinesa. Uma nova visita institucional está prevista para os próximas meses, para discutir a implantação do projeto na Universidade.