Institucional
UNILA expande cooperação com a China e recebe primeiros intercambistas do país
Chegada dos estudantes foi celebrada com uma solenidade de recepção na última sexta (21). Foto: Judeley Cesaire SECOM/UNILA
Pela primeira vez em sua história, a UNILA recebe estudantes chineses em mobilidade acadêmica. O grupo, formado por sete estudantes da Beijing Foreign Studies University (BFSU), permanecerá na Universidade durante dois semestres, participando de atividades acadêmicas em diferentes cursos.
A mobilidade é resultado do acordo bilateral firmado entre a UNILA e a universidade chinesa em 2025. Reconhecida pela formação em línguas estrangeiras, estudos internacionais e diplomacia, a BFSU tem um perfil que dialoga diretamente com a vocação intercultural e multilíngue da UNILA.

- Chegada dos estudantes foi celebrada com uma solenidade de recepção na última sexta (21). Foto: Judeley Cesaire SECOM/UNILA
Durante o período na UNILA, os intercambistas ficarão hospedados no Alojamento Estudantil e cursarão componentes curriculares do Ciclo Comum de Estudos, além de disciplinas dos cursos de Letras, Antropologia e Ciências Econômicas. Os sete estudantes são vinculados à área de Línguas da BFSU e já possuem conhecimentos de espanhol. Por essa razão, frequentarão componentes ministrados por docentes hispanofalantes, facilitando sua inserção acadêmica neste primeiro intercâmbio entre as duas instituições.

- Xu Jingbo quer conhecer mais sobre a América Latina e os povos indígenas do Brasil. Foto: Judeley Cesaire SECOM/UNILA
Entre os estudantes está Xu Jingbo que, além dos estudos de espanhol, optou por cursar disciplinas de Antropologia. O interesse, segundo ele, está relacionado especialmente à possibilidade de conhecer melhor os povos indígenas da América Latina. “Antes de vir para cá, escrevi um texto sobre os Yanomami e conheci o trabalho da fotógrafa Claudia Andujar. Também gosto de fotografar e quero conhecer mais sobre a América Latina e sobre os povos indígenas daqui”, conta.
Já Wang XuHan, que adotou o nome Mervis em espanhol e português, destaca sobretudo a oportunidade de estabelecer relações com pessoas de diferentes países. “A primeira coisa que senti depois de chegar aqui foi a gentileza das pessoas. Quero conhecer mais sobre este país, sobre as pessoas e também sobre a cultura. Nós, jovens universitários, também representamos a China e esperamos trazer nossa sinceridade, nossa gentileza e nossa cultura para o Brasil, além de receber o mesmo em troca”, disse.
Ampliando o alcance institucional da UNILA
A chegada dos estudantes da BFSU estende o alcance geográfico das ações de mobilidade acadêmica da UNILA e acrescenta a China à rede de relações internacionais e institucionais construída pela Universidade. Para a reitora da UNILA, Diana Araujo Pereira, a aproximação com instituições chinesas está relacionada às transformações nas relações internacionais da América Latina e do Caribe. “Hoje, falar em integração regional requer a inclusão da cooperação com o Sul Global; a China está cada vez mais presente na realidade social da América Latina e do Caribe. Com a chegada dos primeiros estudantes chineses em mobilidade e com o avanço nas tratativas de implementação do Instituto Confúcio, a UNILA firma parcerias com a China e dá um passo fundamental nesse novo cenário da diplomacia educacional”, afirma.

- Wang XuHan (Mervis) destaca a troca cultural como uma das principais expectativas do intercâmbio. Foto: Judeley Cesaire SECOM/UNILA
O acordo com a BFSU possibilita, também, que a comunidade acadêmica da UNILA possa realizar períodos de mobilidade no país asiático. De acordo com a chefe da Seção de Mobilidade Acadêmica, Cristiane Dutra Struckes, a UNILA e a BFSU estão em negociação para definir os termos de reciprocidade do convênio, etapa necessária para a abertura do edital de mobilidade. “Geograficamente, passamos a ter mais um país de destino para que os estudantes possam considerar ao planejar sua mobilidade, o que amplia as opções disponíveis, favorece a ampliação de horizontes acadêmicos e culturais e possibilita a formação de novas redes de contato e colaboração. Além disso, a chegada de mais estudantes representa mais uma nacionalidade integrando a UNILA, contribuindo para a diversidade cultural que caracteriza nossa Universidade”, declarou.
Além da parceria com a BFSU, a UNILA mantém outras frentes de cooperação com instituições chinesas. A Reitoria realizou uma missão institucional para a China no primeiro semestre de 2026. Na ocasião, a Universidade assinou um Memorando de Entendimento com a Hangzhou Dianzi University (HDU), abrindo futuras possibilidades de atuação conjunta em áreas como engenharia, tecnologia, inteligência artificial, robótica, automação e agricultura inteligente. A UNILA também avança nas tratativas para a instalação do Instituto Confúcio, com foco no ensino de mandarim e na promoção da cultura chinesa. Uma nova visita institucional está prevista para os próximas meses, para discutir a implantação do projeto na Universidade.
