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UNILA busca captação de recursos extraorçamentários para a execução de atividades relevantes para o seu funcionamento

Neste ano, já foram captados cerca de R$ 3,6 milhões, o que corresponde a 15% do orçamento da instituição
publicado: 01/12/2023 09h22, última modificação: 01/12/2023 10h39

Há alguns anos as universidades púbicas têm passado por sucessivos cortes orçamentários e isso tem gerado questões complexas para o funcionamento das instituições, com o comprometimento de movimento de aportes do governo federal especialmente no que diz respeito à área de investimentos, que compreende obras e compras de equipamentos para atividades-fim que são relacionadas a ensino, pesquisa e extensão.   

Por outro lado, há a necessidade de adequação a partir de ações mais contundentes e soluções criativas para contrapor ao cenário não favorável. Dessa forma, a UNILA empenhou esforços para a captação de recursos extraorçamentários, que são aqueles advindos de outras fontes de pagamento que, no caso da universidade, ocorreu por intermédio da Comissão de Educação da Câmara Federal, por emenda parlamentar, recursos provenientes da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e de próprios Ministérios como o da Educação e do Turismo, alguns por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED). 

“A UNILA precisa buscar recursos extras e nos últimos anos isso não estava acontecendo. Houve menos recursos complementares nos últimos anos e usados especificamente para a construção do Bloco 2 do Campus Integração, proveniente do Ministério da Educação”, diz o pró-reitor da Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças, Giuliano Silveira Derrosso. Ele explica que nos últimos cinco meses esses esfoços trouxeram um incremento de 15% do orçamento discricionário para este ano, representando um montante próximo a R$ 3,6 milhões.  

A aplicação desse valor será para fins específicos, que atenderá a demandas como investimento no alojamento estudantil, aquisição de equipamentos para ampliação de cursos de educação à distância, para demandas de assistência estudantil, renovação de frota de veículos para consolidação de projetos referentes à curricularização da extensão e outros investimentos que serão aplicados com esses recursos extraorçamentários.  

Giuliano explica que todos os recursos já foram captados e estão disponíveis para serem utilizados pelos setores envolvidos e que cada uma das fontes tem um prazo específico para execução, variando entre meses ou até mesmo por um ano. Uma dessas ações será realizada para atendimentos a demandas da assistência estudantil da UNILA com recursos que serão repassados pela Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. A tabela acima mostra o montante do investimento captado e onde será aplicado.  

Painel Financiamento da Ciência e Tecnologia 

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra o cenário dos orçamentos das universidades federais entre os anos 2000 a 2022, com fácil acesso para consulta de dados que são provenientes do Ministério do Planejamento. O Painel disponibilizado pelo projeto Sou Ciência (também disponível na página da PROPLAN) apresenta os orçamentos do conjunto das 69 universidades e também de cada uma delas, individualmente, em quatro tópicos: despesas de manutenção e funcionamento; investimento em infraestrutura e material permanente; pagamentos de pessoal; e assistência ao estudante. Trata-se de uma ferramenta importante que analisa os dados a partir da evolução do número de universidades e os patamares de recursos direcionados a essas instituições.  

O estudo aponta que com o crescimento do número de instituições em 73% em apenas 20 anos (atualmente são 69), o financiamento das universidades federais se tornou mais suscetível às políticas governamentais para o setor, analisando inclusive períodos específicos da política nacional. “O montante destinado a essas instituições em 2022 (R$ 53,2 bilhões) marca um retorno a valores inferiores a 2013 (R$ 54,9 bi), com um agravante: há dez anos eram 63 universidades federais – seis a menos do que no ano passado”, aponta a pesquisa.  

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