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Comunidade da UNILA prestigia Aula Magna com Ministra Márcia Lopes

"Nenhuma sociedade vai evoluir ou avançar com qualquer tipo de discriminação e preconceito", afirma ministra das Mulheres em evento que marcou o debate sobre o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres na UNILA.
publicado: 24/04/2026 16h27, última modificação: 24/04/2026 16h35

Pela segunda vez na UNILA, Márcia Lopes, ministra das Mulheres, esteve presente no dia 22 de abril para proferir a Aula Magna com o tema “Todos por Todas: o combate à violência contra as mulheres”. A ministra lembrou que a sua primeira vez na universidade foi acompanhando o presidente Lula na aula inaugural para 600 estudantes de diversos lugares. "Hoje tenho certeza de que são muitos mais países presentes aqui, e me emociona estar com este auditório repleto de estudantes, de servidoras e servidores, de convidados de toda a comunidade. É sempre muito importante quando a gente se reúne em um espaço plural e democrático para fazer as lutas, compartilhar sonhos e propostas de país e de mundo", afirmou.

Com o auditório Martina, no Jardim Universitário, lotado, a palestra proporcionou um espaço qualificado de reflexão e diálogo sobre o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, lançado pelo governo em 2026. A Ministra abordou políticas públicas, desafios contemporâneos e estratégias integradas para a prevenção e o enfrentamento à violência de gênero.

Além de Ministra, Márcia Lopes é assistente social e professora aposentada da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Possui ampla trajetória na gestão pública, tendo sido ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em 2010 e ocupado cargos estratégicos no governo federal, como secretária nacional de Assistência Social. Atua há décadas na formulação de políticas sociais e na defesa dos direitos das mulheres, assumindo o Ministério das Mulheres em 2025. 

A Ministra iniciou sua fala tecendo apontamentos sobre difícil conjuntura mundial, repleta de conflitos, guerras e ataques às soberanias. Márcia mencionou a necessidade dos futuros profissionais entenderem como o mundo funciona e como chegamos até este ponto. Ressaltou a importância de fazer uma leitura histórica dos desfechos da humanidade e apontar caminhos em defesa dos povos para construir um mundo de paz, pois, segundo ela, "nenhuma sociedade vai evoluir e avançar com qualquer tipo de discriminação e preconceito". Marcia Lopes complementa afirmando que o Brasil tem uma tradição importante de participação social das mulheres, da juventude e dos trabalhadores. "Nesse momento do mundo, em que há uma perplexidade nas decisões, é fundamental marcar um posicionamento político em relação às nossas concepções e fortalecer as cooperações Sul-Sul", conclui.

De acordo com a Ministra, essa é uma reflexão permanente que deve ser feita, pois a política está no centro de nossas vidas. Ela cita como exemplo a necessidade de debater o tema da violência digital nas universidades. "Se o Estado brasileiro não faz uma regulamentação responsável sobre o que de fato é informar, para que servem as plataformas e a inteligência artificial, não sabemos onde isso vai parar. O discurso de ódio pode impactar e destruir esse processo pelo qual tanto lutamos, em busca de dignidade e respeito para as mulheres em toda a sua diversidade", reflete Marcia.

O evento contou ainda com a participação de Mazze Saad, representante dos movimentos sociais, que em sua fala de abertura declarou-se honrada pela oportunidade. Segundo ela, "são esses movimentos que balizam as políticas públicas e indicam as necessidades do povo. Como mulher negra e afro-indígena, represento todas as mulheres, que constituem a maioria atuante nos movimentos sociais. Alegro-me muito por estar na UNILA, instituição que transformou nossa cidade e mudou o entendimento sobre a juventude e a diversidade que já pulsavam em Foz do Iguaçu'."

Também esteve compondo a mesa da Aula Magna, a reitora Diana Araujo Pereira, que agradeceu a presença da Ministra, da representante dos movimentos sociais e do público, destacando que 'a UNILA é um espaço da cidade, da América Latina e do Caribe, mas também de Foz do Iguaçu, do Paraná e desta região trinacional. É esse o movimento que a UNILA quer fazer, ser cada vez mais uma universidade popular, onde caibam todas as pessoas, com toda a diversidade que existe em nossa região e no continente. Temos o compromisso e a responsabilidade de construir nas universidades uma nova cultura que ponha fim à violência, ao feminicídio e à discriminação, fomentando ações e políticas para que todas tenham acesso e encontrem na instituição um lugar seguro. Na UNILA, estamos alinhados ao Pacto Nacional de Prevenção e Enfrentamento ao Feminicídio, lançado pelo presidente Lula'."

 "A UNILA já com essa história que vocês tem, e com essa pluralidade, esse multilateralismo, com essa região em que está localizada, vocês podem muito, podem trabalhar com os professores para que todos esse debate de gênero e etnia aconteça, é isso que vai mudar a mentalidade das novas gerações", finaliza a Ministra.

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Fotos: Judley Cesaire LabCom/SECOM