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MEC garante recursos para estudo de viabilidade do campus Niemeyer

Avaliação é etapa necessária para a retomada da obra e vai garantir economia de recursos para a construção e manutenção dos edifícios
publicado: 08/06/2023 08h00, última modificação: 10/06/2023 08h41
Obras do bloco de aulas no campus Niemeyer: estudo para retomada

Obras do bloco de aulas no campus Niemeyer: estudo para retomada

Obras do bloco de aulas no campus Niemeyer: estudo para retomada

O Ministério da Educação (MEC) garantiu a liberação de R$ 3 milhões para a realização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), etapa necessária para a retomada da obra do Campus Niemeyer.

Os documentos para a abertura da licitação estão sendo preparados. “No ofício encaminhado ao MEC, apontamos para a necessidade desse estudo. E, uma vez que há a intenção do governo federal pela retomada da obra, será feita uma descentralização de recursos para financiar o estudo”, explica o secretário de Implantação do Campus, Aref Kzam. A necessidade do estudo, diz ele, é apontada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O objetivo do EVTEA é indicar possíveis pontos de revisão do projeto para garantir a redução dos custos de construção e manutenção e a sustentabilidade econômica e ambiental, por meio da eficiência energética, acústica, hidráulica e térmica, entre outras.

A manutenção dos prédios é a principal preocupação da Secretaria de Implantação do Campus (SECIC). O projeto original prevê, por exemplo, um sistema de esgoto a vácuo. “É claro que, quando Oscar Niemeyer projetou os edifícios, foram consideradas as melhores soluções técnicas para gerar sustentabilidade na edificação. Porém, do ponto de vista de manutenção, tudo é muito caro. Se o esgoto a vácuo der problema, por exemplo, não tem empresa especializada em Foz do Iguaçu para fazer a manutenção. Pode ficar muito oneroso para a Universidade”, ressalta Kzam, que também é engenheiro e docente na UNILA.

As obras do Campus Niemeyer foram iniciadas no final de 2011 e paralisadas no início de 2015, com o abandono da construção pelo consórcio vencedor da licitação. Os projetos arquitetônico e de engenharia datam de 2009. “Os sistemas originais do projeto eram sofisticados para a época, pode ser que hoje já não sejam mais”, ressalva o secretário.

Até agora, estão construídos 41,8% do previsto na primeira etapa da obra, compreendendo as estruturas de concreto do edifício central, do prédio de aulas, da galeria técnica e da central de utilidades. Em 2017, foram realizadas obras protetivas para evitar danos às estruturas já construídas.

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