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EDUNILA lança obra com reflexões sobre o governo ditatorial de Alfredo Stroessner

Os textos reúnem reflexões de diferentes autores sobre as estruturas social, política e cultural do Paraguai
publicado: 06/09/2021 16h50, última modificação: 06/09/2021 16h55

A EDUNILA acaba de lançar o livro "Stronismo. Nuevas lupas", organizado por Lorena Soler (Universidade de Buenos Aires) e Paulo Renato da Silva (UNILA). O livro, em espanhol, pode ser baixado gratuitamente na página da editora.

O livro oferece dez textos de diferentes autores focados na análise do governo ditatorial de Alfredo Stroessner, que esteve no poder no Paraguai de 1954 a 1989. Dividido em dois blocos, o livro traz em sua primeira parte estudos sobre “Atores, estrutura e ação coletiva”, reunindo textos sobre a estrutura social paraguaia. Na segunda parte, “Imaginários, intelectuais e ideologias”, os textos trazem novos olhares investigativos sobre essas áreas.

As contribuições, dizem os organizadores, vão além do Stronismo e permitem questionar imagens ainda recorrentes sobre o Paraguai. Os trabalhos mostram que o país não é “uma ilha, nem um simples espelho do que ocorre na região”. “Com suas particularidades e convergências em relação às demais ditaduras latino-americanas, o governo de Stroessner necessita ter uma maior presença e peso nos estudos sobre a região por sua longevidade, articulação com as demais ditaduras na repressão (Operação Condor) e por sua permanência na sociedade e no regime político atual.”

Os organizadores explicam que, nas últimas décadas, vem crescendo o número de estudos científicos que têm por objetivo a reflexão sobre a organização política, social e cultural do Paraguai. Entre os motivos para essa mudança está o processo de fortalecimento das liberdades políticas no Paraguai, como em outros países do Cone Sul, após o fim das ditaduras, e também a ampliação da rede de educação e pesquisa. “As visões aqui reunidas insistem em renovar o campo de estudo e questionar, mais uma vez, o desinteresse e o isolamento sobre um país que sempre foi observado e pensado pelos intelectuais do país e do exterior. O problema foi muito mais as representações criadas sobre o objeto ‘Paraguai’, que a ausência de produção e reflexão.”