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Aplicativo ensina o que é o plástico e como descartar esse tipo de material

Projeto é desenvolvido por um grupo de estudantes da UNILA e é voltado ao público jovem
publicado: 13/12/2021 14h00, última modificação: 14/12/2021 14h25

Você sabia que, entre 1950 e 2017, foram produzidos 9,2 bilhões de toneladas de plástico em todo o mundo? Isso equivale a mais de uma tonelada por pessoa que hoje habita a Terra. Essa e outras informações e curiosidades estão disponíveis no aplicativo Desplastifique-se, criado por um grupo de estudantes da UNILA com o objetivo de auxiliar as pessoas a entenderem o que é o plástico e como descartar da melhor forma esse material tão danoso ao meio ambiente.

pagina_inicial_aplicativo.jpgUma capivara simpática, mascote da Universidade, guia o usuário pelo aplicativo, que explica quais são os diferentes tipos de plástico, indica pontos de coleta desses materiais recicláveis e conta com jogos que estimulam o aprendizado.

O aplicativo é voltado para o público jovem, principalmente estudantes do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio, e nasceu durante as atividades de produção e envase de álcool glicerinado, que foi distribuído durante a pandemia. “A gente estava utilizando muitas embalagens e estávamos preocupados com qual seria a destinação dessas embalagens. Tanto as do álcool glicerinado quanto das bombonas de etanol para fazer a diluição”, comenta Maria Gabriela Azevedo Barras, doutoranda em Energia e Sustentabilidade e uma das integrantes do projeto. “Na pandemia também começou a aumentar o número de deliverys, de lixo plástico, e havia toda a questão do impacto que isso estava gerando. A gente precisa aprender a descartar.” Essas inquietações levaram o grupo a propor um projeto de extensão, com coordenação da docente do curso de Engenharia Química e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Energia e Sustentabilidade Caroline Gonçalves.

Maria Gabriela, na época, estava aprendendo a programar, e seu professor, Lucas Rafael Stefanel Gris, era estudante do curso de Ciências da Computação da UTFPR. Daí nasceu a parceria para desenvolver o aplicativo. “Foi desafiador. Demorou porque tive de aprender muita coisa para fazer o aplicativo. Para ficar com carinha de aplicativo, ter as funcionalidades, ter interação com o público. Além do conteúdo em si”, comenta. Além de Maria Gabriela, trabalharam no conteúdo do aplicativo os estudantes Luis Guilherme Soatos de Jesus, do curso de Engenharia Química, e Gabrielli Ribeiro Lopes da Silva, de Biotecnologia.

Em março, quando os estudantes das redes estadual e privada estiverem de volta às salas de aula, os integrantes do projeto pretendem percorrer algumas escolas não só para divulgar o aplicativo, mas também para utilizá-lo com os alunos, que são o público-alvo do projeto. Até lá, o Desplastifique-se deve receber novas funcionalidades. “Vamos acrescentar informações sobre como evitar o consumo do plástico e não só como tratar o pós-consumo”, adianta Maria Gabriela, para quem o projeto de extensão também ampliou conhecimentos. “A gente vê o quanto precisa mudar os nossos hábitos, consumir menos.”

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