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“Refletir sobre a produção dos nossos objetos é essencial para pensar o futuro que queremos”

Em entrevista ao programa ¿Qué Pasa?, pesquisadora Karine Gomes Queiroz fala dos impactos ambientais da indústria da moda
publicado: 09/05/2022 10h37, última modificação: 09/05/2022 14h42

A professora Karine Gomes Queiroz, do curso de Arquitetura e Urbanismo, foi a convidada do episódio mais recente do programa ¿Qué Pasa?. Pesquisadora da temática de moda e design sustentável, Karine falou sobre as consequências ambientais do atual mercado da moda. “A partir da industrialização, o consumo passa a vigorar como uma regra pela qual nos inserimos na sociedade, nos identificamos como pessoas, nos sentimos incluídos na contemporaneidade. A sociedade do consumo é uma sociedade que vive abundância dos objetos de consumo. Em nenhuma geração, por exemplo, um sujeito comum tinha 45 tipos de calças diferentes. É um episódio absolutamente excêntrico na história da humanidade. Mas essa quantidade de objetos está relacionada, também, com o quanto de desperdício de materiais nós produzimos”, explicou a docente.

Segundo Karine, a mercantilização da relação com as roupas, embora tenha trazido muitos pontos positivos  mais conforto, menor preço e mais acesso , tornou perecível a relação com as peças de vestuário. Uma das consequências disso é o descarte de peças, como, por exemplo, nas montanhas de roupas encontradas no Deserto do Atacama e em países da África, provenientes de países desenvolvidos da Europa, Ásia e também dos Estados Unidos.

“A gente precisa entender que chegamos a um momento de grande ruptura, em que precisamos repensar como é a produção dos nossos objetos, para que isso se organize com mais sustentabilidade ambiental, mais justiça social e de maneira mais razoável em termos de metodologia de design. Essa reflexão é essencial para pensar que futuro nós queremos e que futuro vamos deixar para as próximas gerações”, salientou.

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