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Vida Universitária

UNILA amplia mobilidade com programas para docentes e técnicos

Ingresso na AUGM proporcionou retomada de intercâmbios para servidores; estudantes de graduação são o principal grupo para mobilidade com 551 registros desde 2014
publicado: 19/02/2026 08h00, última modificação: 13/02/2026 18h12
Exibir carrossel de imagens O servidor Érico Massoli esteve na Udelar (Uruguai) e também fez visita especial ao Focem, coordenado por Luciano Wexell, docente da UNILA

O servidor Érico Massoli esteve na Udelar (Uruguai) e também fez visita especial ao Focem, coordenado por Luciano Wexell, docente da UNILA

O servidor Érico Massoli esteve na Udelar (Uruguai) e também fez visita especial ao Focem, coordenado por Luciano Wexell, docente da UNILA

O ingresso da UNILA na Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM) fez de 2025 um ano de retomada da mobilidade de servidores (docentes e técnico-administrativos). Quatro docentes e dois técnicos tiveram a oportunidade de conhecer práticas administrativas e pedagógicas de instituições de ensino da Argentina, Uruguai e Paraguai, por meio do Programa Escala. No mesmo período, a UNILA recebeu docentes e técnicos de instituições da Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai.

“Fomentar mobilidade acadêmica é uma tendência em todas as universidades como forma de ampliar a internacionalização”, comenta Cristiane Dutra Struckes, chefe da Seção de Mobilidade Acadêmica. “E a entrada da UNILA na AUGM, que tem o programa Escala bastante consolidado, facilitou a retomada”, completa. A AUGM é uma rede que reúne 46 universidades públicas de seis países (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai) com o objetivo de promover a cooperação na formação de alto nível e o desenvolvimento regional.

Cristiane explica que o Programa Escala proporciona a mobilidade sem custos ou com custos muito baixos para o servidor, que tem passagens, seguro, alojamento e alimentação custeados pelas instituições (a de origem e a que recebe). “Isso é muito bom. O servidor vai ter uma experiência de internacionalização sem tirar muito dinheiro do bolso. Antes não tínhamos essa condição.”

Para ela, um dos desafios é consolidar a mobilidade entre os servidores técnico-administrativos, que ainda tem uma baixa procura. “O nosso desafio é criar a cultura da mobilidade entre os técnicos”, completa. A expectativa, segundo Cristiane, é oferecer mais seis vagas, por meio deste programa, para docentes e técnicos em 2026.

Formação internacional

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A participação da UNILA em redes e a assinatura de convênios com outras universidades têm como público principal os estudantes de graduação. No ano passado, 35 discentes participaram de programas de mobilidade no exterior e 34 vieram de outros países para cursar disciplinas na UNILA. Desde 2014, quando a Universidade iniciou este tipo de intercâmbio,  411 estudantes participaram de programas de mobilidade no exterior e no Brasil. No sentido inverso, a UNILA recebeu 140 estudantes (veja quadro).

Essas trocas envolvem o pagamento de bolsas ou de ajuda de custo para despesas como alimentação e estadia, o que varia de acordo com cada programa. “Essa questão favorece, principalmente, o estudante em condição de maior vulnerabilidade, que conta com essa estrutura de apoio”, comenta Cristiane.

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Ela explica que a pandemia, que obrigou à adaptação do calendário acadêmico em descompasso com outras universidades, afetou muito a mobilidade. “O estudante acabava atrasando sua formação em razão do descompasso entre semestres acadêmicos de uma instituição e outra. Somente em 2025 o cenário começou a se normalizar.”

Redes e acordos

Além da AUGM, a UNILA também integra a Udualc, uma rede com cerca de 400 universidades públicas ou sem fins lucrativos da América Latina e Caribe, comprometidas com os mesmos princípios de integração do continente. “A Udualc é a maior rede da América Latina e Caribe e a AUGM tem um peso político inquestionável no Mercosul”, diz Cristiane, que considera essas as redes mais importantes para a UNILA por seu caráter regional.

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Ela explica que a AUGM deve firmar, em breve, um acordo com universidades da Europa. “Vai abrir uma nova porta para a UNILA também”, diz, lembrando que já existem convênios com algumas universidades europeias – Espanha, Hungria, França, Portugal e República Checa. “Por meio da rede, essa oferta será ampliada.”

A Ásia também está no radar para a mobilidade estudantil. Em janeiro, foi assinado um convênio com a Tailândia e, no ano passado, com uma instituição da Coreia do Sul, que procurou a UNILA oferecendo 10 vagas. “Houve um entusiasmo interno geral. Muitos alunos querendo ir. Conseguimos ampliar para 12 vagas. Os estudantes estão indo para lá neste semestre”, comemora Cristiane.