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Comunidade pode participar de consultas públicas sobre o PDI

Com o tema "A UNILA que queremos", construção do Plano de Desenvolvimento Institucional busca participação das comunidades acadêmica e externa
publicado: 15/03/2018 00h00, última modificação: 12/01/2019 00h19
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Pessoas desenham em um papel imagem que simboliza a América Latina e a UNILA

Qual é a UNILA que queremos? A resposta a essa pergunta estará no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), documento que vai guiar os rumos da Universidade pelos próximos cinco anos. Para a construção do PDI, a participação da comunidade é fundamental. A primeira consulta tem como tema “Ensino e Pesquisa” e já está aberta.

Para acessar a consulta, servidores técnico-administrativos, docentes e discentes estão sendo convidados por e-mail a colaborar. O convite foi encaminhado também a entidades da sociedade civil parceiras em atividades desenvolvidas pela Universidade. Os que não receberam o convite, mas que também desejam colaborar, podem encaminhar e-mail para pdi@unila.edu.br, solicitando o acesso.

Abertura

O reitor Gustavo Oliveira Vieira abriu o evento que marcou o início do processo de construção do PDI, falando sobre enfrentamento de desafios estruturais para a Universidade. "Alguns que nós podemos identificar são o que no Direito chamamos de cláusulas pétreas, os pilares que organizam o resto. É evidente que ensino, pesquisa e extensão e a ideia de integração latino-americana são parte dessas cláusulas pétreas, parte de um consenso mínimo em torno do qual não é possível se construir mecanismos restritivos ou limitadores, senão potencializar isso para um processo de construção transversal da universidade", disse. "É momento de se estabelecer um pacto estruturante sobre como nós vamos construir nossa identidade. Evidente que temos elementos em pauta, mas é fundamental que a gente consiga colocar isso para todos os níveis de gestão."


Alda Maria Napolitano Sanchez fala na abertura do evento

Para o evento, a comissão responsável pela condução e consolidação do plano convidou Alda Maria Napolitano Sanchez, servidora da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), para falar sobre suas experiências nessa área.

Em sua palestra, ela destacou a necessidade e a importância de uma construção coletiva para os destinos da Instituição. "A participação é o que vai dar a identidade institucional. Fazer parte é de extrema importância. No processo de planejamento participativo se consegue potencializar as grandes questões institucionais", disse. "A força conjunta para ampliar as convergências de opinião, a partir do diálogo, é a grande sacada da construção coletiva", completou.

Alda Maria Napolitano Sanchez fala na abertura do evento

Entre exemplos práticos de trabalhos realizados em outras instituições, como a Universidade Federal do ABC (UFABC) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Alda lembrou que questões como a concepção da universidade e sua identidade, a valorização da região onde a universidade está instalada e os cenários atuais (políticos, econômicos, sociais) devem ser levados em consideração na elaboração do PDI. "O Plano de Desenvolvimento Institucional é um mapa para condução de onde estamos para onde queremos ir. Mais que burocrático ou tecnocrático, ele é feito por nós e é o que desejamos para a instituição." Pessoas desenham em um papel imagem que simboliza a América Latina e a UNILA

Ela destacou também que o processo de discussão é uma "oportunidade de revisão, de discussão sobre quem fomos, quem somos e quem desejamos ser" e que nunca se parte do zero. "Muito foi feito, e é importante que se parta de um pressuposto de que faremos o melhor que a gente pode fazer. Se formos olhar para o passado, é importante compreender que foi feito o que foi possível fazer e essa foi a trajetória que nos trouxe para esse lugar. Quem fez no momento anterior também fez o melhor que podia fazer."

Alda Sanchez alertou para a necessidade de acompanhamento do PDI depois de sua aprovação. "É importante que se faça o acompanhamento do plano porque isso proporciona à comunidade fazer parte. O Plano é dinâmico, tem de acontecer cotidianamente", indicou. Para isso, "aquele que está na ponta precisa reconhecer o processo de planejamento e saber onde está dentro do desenho institucional".

Reivindicação


Estudantes sentados no auditório seguram cartazes pedindo mais professores para o curso de Administração Pública No momento em que foram abertas perguntas para o debate, um grupo de alunos do curso de Administração Pública e Políticas Públicas pediu a palavra para reclamar da falta de professores para ministrar as disciplinas e dos prejuízos que isso tem causado, como o atraso dos estudantes para a conclusão do curso. “Espero que no Plano possa haver alguma ajuda para esse problema, que não é só do nosso curso, mas de outros também”, disse a estudante Letyza Lima da Silva, líder do grupo que portava cartazes de protesto.

 

Em resposta, o reitor Gustavo Oliveira Vieira explicou que essa questão foi pauta da primeira reunião do Conselho Universitário presidido pela nova gestão e que têm sido buscadas soluções para o problema. Uma delas é a contratação de professores substitutos em face da negativa de liberação de vagas pelo governo federal.

Comissão que participou da primeira fase de elaboração do PDI

 

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