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Anuário da Extensão evidencia alcance e diversidade de ações

Primeira edição do Anuário registra em detalhes as 276 ações desenvolvidas em 2024; documento digital está disponível para consulta da comunidade
publicado: 15/01/2026 15h00, última modificação: 15/01/2026 15h31
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Eternizar-te, ação de extensão de saúde

Docentes, técnicos e estudantes da UNILA desenvolveram 276 ações de extensão em 2024. As atividades chegaram a 40 cidades, envolveram 3.800 estudantes de 130 escolas da rede básica e também alcançaram diferentes grupos da comunidade. Esses e outros dados estão reunidos na primeira edição do Anuário da Extensão Unileira, lançado no final do ano passado.

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Produzido pelo Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), o anuário está disponível para consulta pela comunidade. “O Anuário tem o papel de organizar os muitos projetos de forma clara. Também nos permite compreender o que estamos fazendo, por um lado, e atender as demandas da comunidade, por outro”, resume a pró-reitora Andréia Moassab.

O Anuário traz uma descrição de cada uma das ações e projetos, com as principais informações como data de início e término, coordenação, equipe, comunidade envolvida, número de participantes, e também endereços de redes sociais e páginas na internet. “As redes sociais também são um território – um território digital – que a gente precisa ocupar e circular”, pontua Andréia.

As ações foram divididas em oito áreas temáticas: educação, direitos humanos e justiça, cultura, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho e comunicação. Os dados mostram que um terço de tudo o que foi realizado em 2024 concentrou-se no tema educação, com 86 ações envolvendo áreas como educação básica, educação de jovens e adultos, formação continuada de profissionais, ensino de línguas, educação popular, letramento racial e ambiental, entre outras – veja quadro.

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Saúde (17%) com 49 ações, e cultura (17%), com 48 iniciativas, são as áreas temáticas que vêm na sequência das que mais tiveram atividades registradas e também as com maior público estimado: cerca de 15 mil pessoas em cada uma. O único tema não atendido em 2024 foi trabalho. “Isso nos chama a atenção e revela a necessidade de fomento ou de ação de incentivo nessa área tão importante para os próximos anos”, pondera Andréia.

Além das 130 escolas envolvidas, as ações de extensão foram desenvolvidas com usuários do SUS, quilombolas, agricultores familiares, moradores de ocupações urbanas, indígenas, imigrantes e refugiados, população LGBTQIA+, mulheres em situação de violência e pessoas privadas de liberdade, entre outros grupos. Embora concentradas em Foz do Iguaçu e a região, incluindo as fronteiras com Paraguai e Argentina, algumas iniciativas chegaram a cidades brasileiras mais distantes, localizadas no Acre e em Rondônia, e a outros cinco países: México, Bolívia, Chile, Colômbia e Peru.

Ao mesmo tempo em que organiza as ações em desenvolvimento com o Anuário, a PROEX também começou a registrar as demandas que chegam da comunidade com o objetivo de incentivar possíveis coordenadores de projetos a direcionarem suas propostas para o atendimento das solicitações que são feitas à Universidade. Assim como o Anuário, as demandas também estão disponíveis na página da PROEX para consulta.

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Andréia Moassab: construindo com a comunidade Foto: Moisés do Nascimento Bonfim

É por meio das ações de extensão que as universidades conseguem se colocar em contato direto com as comunidades onde estão instaladas, embora também possam quebrar os limites de divisas e fronteiras. A extensão é a ponte que conecta a universidade com a comunidade. “A gente tem aí nos últimos 30, 40 anos, sobretudo a partir da Constituinte, no caso do Brasil, uma perspectiva de extensão em que a Universidade constrói com a comunidade, ouvindo as demandas, fazendo com que o conhecimento produzido na universidade tenha o impacto social que, hoje em dia, começa a ser valorizado também na pós-graduação”, comenta Andréia.

A reitora Diana Araujo Pereira, que esteve na solenidade de lançamento do Anuário, realizada em dezembro, reforça essa função social desempenhada pela extensão. “A extensão é, de alguma maneira, esse lugar onde a gente consegue juntar a nossa relação de uma forma muito mais forte, muito mais explícita com a comunidade”, destaca. Ela também evidencia o fato de o Anuário proporcionar transparência de dados relativos às ações da Universidade. “Tanto é importante para a comunidade interna olhar esse autorretrato, como para a comunidade externa conhecer o que a UNILA está fazendo e qual o impacto da Universidade no seu território.”

Prêmio Gameleira

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Prêmio Gameleira: homenagem ao trabalho continuado
Na solenidade de lançamento do Anuário, também foram premiadas as ações de extensão duradouras, com objetivos sociais comprovados e trajetória consolidada junto à comunidade. O Prêmio Gameleira, concedido a essas ações, é o reconhecimento “da força da extensão que se mantém viva, coerente e comprometida” ao longo dos anos. “A gameleira é a figueira da Mata Atlântica, um marco na paisagem. Ela é também uma entidade para diversas espiritualidades e religiões, não só brasileiras, mas latino-americanas”, explica Andréia Moassab.

O prêmio é dividido em selos, com nomes de árvores. O selo Araucária Gigante é atribuído a ações de extensão com mais de 5 anos de duração. O selo Patriarca da Floresta (Jequitibá Rosa) é destinado a ações realizadas no decorrer de mais de 10 anos. Árbol del Tule – Cipreste-de-Montezuma é o selo atribuído a ações com 15 anos ou mais de realização e o Gran Abuelo – Cipreste-da-Patagônia, para ações de 20 anos ou mais. A UNILA está completando 16 anos, por isso, foram atribuídos apenas os selos Araucária Gigante, para 28 ações, e Patriarca da Floresta, para 9 ações (conheça os premiados).

“É uma distinção significativa: cinco anos não são cinco dias; dez anos não são dez dias. A gente sabe o quanto é difícil manter essas atividades ao longo do tempo. O prêmio Gameleira é a primeira homenagem a esses projetos, reconhecendo a validade do enraizamento da Extensão no território", enfatiza Andréia.