Você está aqui: Página Inicial > IMEA > Observatórios > Observatório de Gênero e Diversidade na América Latina e Caribe (OGD)
conteúdo

Observatório de Gênero e Diversidade na América Latina e Caribe (OGD)

publicado 03/04/2019 16h35, última modificação 16/04/2019 16h56

 

A proposta da criação do observatório de Gênero e Diversidade na América Latina e Caribe visa criar na Universidade Federal da Integração Latino Americana um espaço de articulação de fomento à pesquisa, ao ensino e à extensão sobre a temática do Gênero, Políticas Públicas e Diversidade na América latina e Caribe com o propósito de reunir pesquisadores, grupos de pesquisa temáticos e de trabalho da Instituição, entidades externas e órgãos da sociedade civil e não governamentais em prol da valorização da equidade de gênero, raça, classe, identidade sexual, da inclusão das pessoas com deficiência (PcD) e outras diversidades (surdos, mudos), e viabilização de políticas públicas institucionais voltadas à diversidade na América Latina.

O Observatório de Gênero e Diversidade na América Latina e Caribe irá se constituir em um espaço transversal e articulador na instituição, incentivando o debate e o respeito às subjetividades, pluralidades interculturais, raciais, étnicas e de gênero, bem como a necessidade de resistência à intolerância e a toda forma de violência de gênero, raça, classe, etnia e identidade sexual, pessoas com deficiência (PcD) e outras diversidades (surdos, mudos), nos espaços de convivências institucionais e comunitárias.

Serão abordados temas essenciais à discussão da diversidade, tais como, a violência de gênero, o racismo, a xenofobia, a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, a gordofobia, entre outros, bem como fomentará debates e pesquisas que possam apontar a urgência das instituições de ensino construírem e pautarem ações e políticas públicas em prol de uma convivência pluriversa e inclusiva.

Logo, objetiva-se também investir na produção de dados e indicadores socais e culturais sobre a diversidade para subsidiar formulações de políticas públicas transversais e de integração em toda a América Latina através da articulação de pesquisas, diálogos internacionais e cooperação no âmbito dos órgãos de Direitos Humanos do Mercosul, Parlasul e Conselho Latino Americano de Ciências sociais a fim de ampliar a temática do gênero e diversidade para a América Latina e Caribe.

Essa proposta de criação do Observatório de Gênero e Diversidade na América Latina e Caribe justifica-se pela importância do debate, da pesquisa e do ensino na Instituição sobre a temática de gênero, do racismo e das comunidades LGBTIQS+, e a busca por visibilidade das múltiplas diversidades vividas pelos grupos com vulnerabilidades e sujeitos às mais diversas exclusões consideradas naturalizadas nos espaços públicos e nas políticas governamentais. A proposta deve contribuir de forma emergencial na universidade para criar um diálogo horizontal, colaborativo e de integração com xs representantes das instituições, dos direitos humanos, dos movimentos sociais, comunidade e da comunidade acadêmica a fim de unificar lutas e trabalhar em conjunto pela diversidade.

Portanto, o observatório resultará em um espaço de pesquisa, articulação e prática intercultural, pois objetiva incentivar ações efetivas para atenuar violências que determinados grupos excluídos pela história da América Latina foram subordinados pelo colonialismo através do racismo, do sexismo e do patriarcalismo, como as mulheres, pretos(as), homossexuais, lésbicas, transexuais, travestis, transgêneros, indígenas, estrangeiros, pessoas com deficiência (PcD) e surdos e mudos.

Assim, propõe-se como ação estratégica do observatório, inserção desse debate em todos os espaços de ensino na fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), como também uma articulação com os segmentos de bases das comunidades da fronteiriça, cujo objetivo é trazer de trazer o debate amplo sobre os temas de gênero, políticas públicas e diversidade na América latina, mas também propor ações concretas para responder às questões de gênero, raça e das mulheres, sujeitos com deficiências e outras diversidades (surdos, mudos), como também possibilitar a construção em redes com as comunidades e a universidade, tendo o ensino e a educação intercultural como lugar privilegiado de mudanças culturais significativas para os grupos em situação de vulnerabilidade.

Para viabilizar essa proposta, a sugestão é a produção de material de formação e debate baseado na educação popular e na educomunicação, como cartilhas e cadernos, a fim de contribuir no processo formativo das comunidades populares da tríplice fronteira e ao mesmo tempo intervir efetivamente na educação de base com o propósito de sociabilizar e tornar comum o debate sobre gênero e diversidade na América latina e caribe, articulando conhecimento e resistência entre comunidade e Universidade.

A proposta do observatório no primeiro momento é articular os grupos já existentes dentro da instituição como os Encontros pela Diversidade (ILAACH), o Fórum Permanente de Equidade de Gênero, a Comissão de Implementação da Política de Equidade de Gênero da UNILA (CI-PEG), Warmis en Luta,  o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas e Práticas em Educação Intercultural (NIPPEI), o Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Língua(gem) e interculturalidade (NIELI), o Coletivo Afrolatinxs Caribenhxs e Amefricanxs de Foz do Iguaçu/Nós Amefrikanxs (região das três fronteiras), Núcleo de Apoio à Acessibilidade e Inclusão (NAAI) e seu Comitê de Apoio à Acessibilidade e Inclusão (CAAI) para em seguida estabelecer parceiras com instituições e entidades não governamentais que trabalham a temática de gênero e diversidade na região da fronteira, América Latina e Caribe, buscando o fortalecimento dessa temática internamente na Universidade.

Assim, o observatório Gênero e Diversidade na América Latina e Caribe por um lado busca-se o empoderamento dos grupos e coletivos que já realizam ensino, pesquisa e extensão sobre feminismos, gêneros, raças e diversidades na América latina na instituição, por outro lado buscamos firmar as parcerias e o fortalecimento das instituições que trabalham com políticas públicas voltadas às mulheres e a comunidade LGBTIQS+ na região da fronteira, tais como, o Centro de Referência de Atendimento à mulher em situação de Violência de Foz do Iguaçu, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, a Comissão de diversidade sexual e gênero da OAB/PR, o Espaço Iguaçuense da Diversidade (EPID), a Associação das Travestis e Transexuais de Foz do Iguaçu - Casa de Malhú, a Defensoria Pública do Estado do Paraná, a Unioeste, o Conselho Regional de Psicologia, o Centro de Direitos Humanos, a Secretaria Extraordinária de Direitos Humanos e Relação com a Comunidade de Foz do Iguaçu, Biblioteca Comunitária da Cidade Nova (CNI), Ocupação Bubas e Congonhas, Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria Municipal de Educação e APP sindicato – Núcleo sindical Foz do Iguaçu, APASFI-Associação de Pais e Amigos dos Surdos Foz do Iguaçu, além das entidades governamentais e não governamentais, movimentos sociais e comunitários da Fronteira e da América Latina e Caribe.

 

EQUIPE


Coordenadora
Cleusa Gomes da Silva

 

Apoiadores
Alisson Vinicius Silva Ferreira
Amanda Da Silva Santos
Ana Luisa Hickmann
Ana Paula Alcantara Dos Santos
Ana Paula Araújo Fonseca 
Ana Paula Nunes 
Ana Rita Uhle 
Angela Maria de Souza
Carla Dos Santos
Cecilia Maria de Morais Machado Angileli
Diana Araújo Pereira
Elen Cristiane Schneider
Gabriela Leite De Almeida E Silva
Gerson Ledezma Meneses
Gustavo Oliveira Vieira
Ingrid Euclides
Izabela Fernandes de Souza
Jéssica Maiara de Souza Nogueira
Juliana Franzi
Laura Xavier Isnard
Letícia Scheidt
Lívia Fernanda Morales
Lúcio Flávio Gross Freitas
Marcella Vieira
Marcos De Jesus Oliveira
Maria Aparecida Webber
Maria Geusina da Silva
Marília Gabriela Barbosa Da Silva
Melrilane Farias Sarges
Micaela Belen Lacoque
Michele Dacas
Nicole Machado
Patricia Regina Cenci Queiroz
Patricia Zandonade
Regiane Cristina Tonatto
Rodrigo Daniel Trevizan
Roseane Dos Santos
Senilde Alcantara Guanaes
Sigrid Beatriz Varanis Ortega
Sílvia Aparecida Zimmermann
Solange Rodrigues Bonomo Assumpção
Sueli Crespa
Vanessa Silvestro
Wara Palacios

 

Estudante Bolsista
Nicole Machado Lopes da Silva – Artes e Mediação Cultural

Estudantes Voluntárias
Amanda da Silva Santos – Serviço Social
Aislene da Silva Lopes – História - Licenciatura
Daiane de Campos Vidal – Serviço Social
Daiane Soares de Lima- História – América Latina
Gisele Aparecida Rodrigues – Antropologia – Diversidade Cultural Latino Americana
Lorena Gomes Gonzaga da Costa – Relações Internacionais e Integração
Melrilaine Farias Sarges – Antropologia- Diversidade Cultural Latino Americana


 

ENTIDADES ENVOLVIDAS

 

  • Comissão Permanente de Acompanhamento das Políticas de Igualdade de Gênero
  • Comitê Executivo pela Equidade de Gênero e Diversidade
  • Comissão Institucional de Implementação e Acompanhamento da Política de Equidade de Gênero da Unila
  • Curso Saúde Coletiva – Coordenação
  • Extensão - Encontros pela Diversidade
  • Gabinete Reitoria
  • Nós Amefricanos
  • Núcleo Acessibilidade
  • Núcleo de Cultura do IMEA
  • Núcleo de Estudos para Paz
  • Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas e Práticas em Educação Intercultural
  • Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE)
  • Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD)
  • Pró-Reitoria de Relações Institucionais e Internacionais (PROINT)
  • Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG)
  • Secretaria de Direitos Humanos e relação com a Comunidade - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu
  • Secretaria Municipal de Assistência Social e Família - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu
  • Centro de Referência de Atendimento à mulher em Situação de Violência - CRAM 
  • Juizado de Violência Doméstica e familiar Contra a Mulher de Foz do Iguaçu 
  • Observatório Educador Ambiental Moema Viezzer/Imea 
  • Sesunila - Seção Sindical da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes)

 

CONTATO

observatorio.genero@unila.edu.br